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25/Feb/2026

Portos: filas de caminhões em Miritituba no Pará

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) informou na segunda-feira (24/02) ter identificado fila de mais de 25 quilômetros de caminhões carregados com soja no acesso aos terminais de Miritituba, no Pará, principal corredor de escoamento da safra mato-grossense pelo Arco Norte. A entidade defendeu ampliação da capacidade portuária e ajustes operacionais para reduzir o gargalo logístico no pico da colheita. A constatação ocorreu durante visita técnica da comitiva Estradeiro BR-163, formada por presidentes de 20 sindicatos rurais, que percorreu cerca de 30 quilômetros entre a região do KM 30 da rodovia e os portos de transbordo.

Caminhoneiros relataram longas esperas para triagem e descarregamento, além de ausência de estrutura básica ao longo da fila. A entidade afirmou que não é possível enfrentar uma ‘fila gigante’ de caminhões aguardando para fazer triagem e descarregar. A situação "não tem lógica". Foi pedida a atuação conjunta dos governos de Mato Grosso e do Pará e dos ministérios da Agricultura e dos Transportes. Motoristas ouvidos pela entidade também relataram dificuldades. Além da ampliação portuária, a Famato defendeu expansão da capacidade de armazenagem em Mato Grosso como medida para diluir o fluxo de escoamento ao longo do ano e reduzir a pressão sobre os terminais durante o pico da safra.

A questão do armazenamento de Mato Grosso é essencial para equilibrar o escoamento. Se o produtor colhe e consegue armazenar, esse fluxo aqui também melhora. A comitiva do Estradeiro BR-163 segue em campo ao longo da semana, com visitas às etapas de transbordo e avaliação das condições rodoviárias no corredor. O material coletado deve embasar propostas de infraestrutura e logística a serem encaminhadas ao poder público. O Arco Norte responde por parcela crescente das exportações de soja de Mato Grosso e é considerado estratégico para a redução dos custos logísticos frente aos portos das Regiões Sul e Sudeste. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.