23/Feb/2026
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) prevê a retomada das exportações aos Estados Unidos após a Suprema Corte do país derrubar o tarifaço que atingia o setor. Há uma preocupação, porém, com a possibilidade de as tarifas serem restabelecidas durante o transporte de mercadorias ao mercado norte-americano, o que representará um risco ao exportador até que um acordo definitivo seja firmado pelo Brasil com os Estados Unidos. Por ora, o problema está resolvido, abrindo a perspectiva de recuperação das vendas perdidas no ano passado, quando os embarques de máquinas e equipamentos aos Estados Unidos, até então o principal destino do setor, caíram 9,1%.
As tarifas pagas pelas máquinas e equipamentos nos Estados Unidos podem ter caído de 50% para zero, mas isto ainda precisa ser confirmado, dado o anúncio da tarifa global de 10% baseada na Seção 122. Não há clareza se o Brasil será atingido. Além disso, Trump pode tentar o restabelecimento das tarifas via Congresso. Este é um caminho que levaria algum tempo, pois demandaria a modificação na lei de emergência internacional que, segundo julgou a Suprema Corte, não poderia ser usada para a aplicação do tarifaço. Outra possibilidade seria por meio de sanções, dentro da seção 301 da Lei de Comércio, a depender das investigações sobre políticas e práticas que, conforme Trump, prejudicam empresas norte-americanas.
Se o Brasil perder, os norte-americanos podem colocar qualquer tarifa. Então, a tarifa de 50% pode voltar. A expectativa é que essa investigação não termine antes de maio, abrindo espaço para o Brasil recuperar espaço no mercado norte-americano. Ainda assim, há o risco de um retorno tarifário atingir as exportações durante o transporte. Se o setor embarcar uma mercadoria para os Estados Unidos, pode acontecer que no período de transporte, antes do desembaraço, volte alguma tarifa. A entidade considera importante a negociação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para evitar a volta do tarifaço. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.