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23/Feb/2026

Portos do Arco Norte: movimentação cresce em 2025

De acordo com dados do painel Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos, a movimentação de cargas pelos portos e terminais da Região Norte, chamado Arco Norte, registrou crescimento de 10,33% em 2025 em comparação com o ano anterior, atingindo 163,3 milhões de toneladas. O índice supera com folga a média nacional, de 6,1%, e atesta a mudança no eixo logístico do País. A soja foi a grande protagonista desse movimento exportador. A oleaginosa representou quase 30% de tudo o que passou pelos portos do Arco Norte, somando 48,6 milhões de toneladas; um avanço de 19,24% no ano. O milho acompanhou a tendência de alta, registrando 34,4 milhões de toneladas (+6,26%).

Juntos, representaram mais da metade de toda a movimentação nos portos da região (50,8%). O desempenho da Região Norte, no entanto, não se sustenta apenas nas exportações do agronegócio e da mineração (como a bauxita, que somou 24,8 milhões de toneladas). Os números da Antaq revelam um forte aquecimento da economia interna regional. A movimentação de cargas em contêineres cresceu 15,28%, atingindo 12,1 milhões de toneladas. Como contêineres são o modal usado para transportar produtos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos, bens de consumo, alimentos processados e insumos, essa alta é um indicativo de que a indústria está produzindo mais e o comércio está aquecido.

Esse cenário econômico também se reflete no avanço de 15,49% na movimentação de petróleo e derivados (13 milhões de toneladas), insumos essenciais para abastecer a frota de transportes e garantir a operação das indústrias da região. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que esses mais de 10% de crescimento prova que a Região Norte não é apenas uma alternativa logística, mas uma nova fronteira de eficiência do Brasil. Quando o agronegócio consegue escoar sua safra de forma mais rápida e barata pelos portos dessa região, o Brasil ganha competitividade no mundo, resultando em novos negócios, empregos e desenvolvimento para o interior da região amazônica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.