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13/Feb/2026

Terras agrícolas: valorização ampla entre 2022 e 2024

O mercado fundiário brasileiro manteve trajetória de forte valorização nos últimos dois anos. Entre 2022 e 2024, os preços das terras rurais variaram de R$ 50 mil a mais de R$ 250 mil por hectare, a depender da localização, aptidão produtiva e nível de infraestrutura.

O valor médio nacional da terra rural atingiu R$ 22.951,94 por hectare em 2024, alta de 28,36% em relação ao levantamento anterior. As áreas destinadas à pecuária registraram valorização ainda mais intensa no período, com avanço de 31,24%, enquanto as terras voltadas à agricultura cresceram 12%.

Os dados integram o Atlas do Mercado de Terras 2025, elaborado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que consolida informações de 245 Mercados Regionais de Terras (MRTs). O estudo apresenta valores mínimos, médios e máximos por hectare, tanto para o Valor da Terra Nua (VTN), que exclui benfeitorias, quanto para o Valor Total do Imóvel (VTI), que incorpora infraestrutura e melhorias produtivas.

Regiões mais valorizadas

A Região Sul concentra os maiores valores médios do País. Em estados como Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul, o preço do hectare chega a R$ 112.040, refletindo agricultura intensiva, elevada produtividade e boa infraestrutura logística.

No Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, o valor médio alcança R$ 100.820 por hectare. A valorização está associada à alta aptidão agrícola, proximidade de polos industriais e logísticos e à pressão imobiliária em áreas periurbanas, onde há disputa entre expansão urbana e uso rural.

O Centro-Oeste mantém trajetória consistente de valorização, impulsionada pelo dinamismo do agronegócio. Em Mato Grosso e Goiás, embora os valores médios ainda estejam abaixo dos praticados no Sul e Sudeste, áreas consolidadas do agronegócio já apresentam preços próximos aos das regiões mais caras do País. Em polos como Sorriso, Primavera do Leste e Rondonópolis, os valores refletem elevada produtividade e forte demanda de investidores. Já áreas de fronteira agrícola no noroeste do estado apresentam preços mais baixos, mas com expectativa de apreciação futura.

Fronteiras agrícolas e regiões emergentes

No Matopiba — Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — os preços também avançaram, sustentados pela expansão da agricultura mecanizada e por investimentos em infraestrutura. Em determinados mercados do Tocantins, os valores por hectare já atingem patamares elevados.

Apesar disso, as regiões Norte e Nordeste ainda registram valores médios inferiores à média nacional. O estudo aponta, porém, tendência de alta em áreas que vêm recebendo investimentos produtivos e melhorias logísticas.

O padrão de formação de preços evidencia que regiões com agricultura intensiva, logística estruturada e forte inserção nos mercados consumidores concentram os maiores valores, enquanto áreas com restrições ambientais, menor dinamismo econômico ou baixa densidade produtiva mantêm cotações mais moderadas.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.