11/Feb/2026
O mercado de defensivos agrícolas no Brasil deve encerrar o ciclo de 2025 com expansão da Área Potencial Tratada (PAT). O indicador deve crescer 6,1% em relação ao ano anterior e alcançar cerca de 2,6 bilhões de hectares tratados, conforme a terceira projeção de pesquisa realizada pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).
Ao longo de 2025, o setor apresentou dinâmicas distintas entre os semestres. No primeiro semestre, o desempenho foi impactado principalmente pela seca no Sul do Brasil e pela retração dos preços da safra anterior, fatores que afetaram o ritmo de aplicação de defensivos e o comportamento de algumas culturas. No segundo semestre, o cenário passou a incorporar sinais mais positivos, impulsionados pelo crescimento da área cultivada, com destaque para soja e milho, além do início dos efeitos da safra 2025/26. O plantio ocorreu dentro do período preferencial e as aplicações iniciais avançaram conforme o planejado. A maior pressão de pragas, doenças fúngicas e o manejo de resistência de plantas daninhas também contribuíram para o aumento da área tratada.
Do volume total de defensivos aplicados em 2025, 45% corresponderam a herbicidas, 23% a fungicidas, 23% a inseticidas, 1% a tratamentos de sementes e 7% a outros produtos, como adjuvantes e reguladores de crescimento.
No recorte por culturas, a soja concentrou 55% da área tratada, seguida por milho (18%) e algodão (8%). Pastagens responderam por 5%, cana por 4%, trigo e feijão por 2% cada, arroz, hortifruti e café por 1% cada, enquanto outras culturas somaram 2%.
Regionalmente, Mato Grosso e Rondônia lideraram, concentrando 32% da área tratada no País. A região do Bamatopipa — Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará — respondeu por 18%, seguida por São Paulo e Minas Gerais (12%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%), Paraná (9%), Goiás e Distrito Federal (8%) e Mato Grosso do Sul (8%). As demais regiões somaram 2%.
Segundo o Sindiveg, a metodologia da pesquisa considera a PAT, indicador que leva em conta o número de aplicações e a quantidade de produtos utilizados no tanque. Dessa forma, além da área cultivada, a métrica reflete a intensidade de uso das tecnologias nas lavouras, permitindo uma leitura mais precisa do cenário. O fechamento oficial dos dados de 2025 ocorrerá em abril, com o encerramento da safra de soja.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.