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06/Feb/2026

Máquinas: AGCO reverte prejuízo e lucra no 4º trimestre

A AGCO registrou lucro líquido de US$ 95,5 milhões no quarto trimestre de 2025, equivalente a US$ 1,30 por ação, revertendo o prejuízo observado no mesmo período do ano anterior. Em termos ajustados, o lucro por ação avançou para US$ 2,17. As vendas líquidas somaram US$ 2,92 bilhões no trimestre, com leve crescimento em relação ao resultado do quarto trimestre de 2024.

O desempenho operacional refletiu margem ajustada de 10,1% no trimestre, sustentada por disciplina na produção, redução de estoques próprios e da rede de concessionárias e maior eficiência no capital de giro. Ao longo de 2025, a empresa alcançou fluxo de caixa livre recorde de US$ 740 milhões, com conversão equivalente a aproximadamente 188% do fluxo de caixa operacional.

No consolidado de 2025, as vendas líquidas totalizaram cerca de US$ 10,1 bilhões, recuo anual de 13,5%. O lucro reportado foi de US$ 9,75 por ação, enquanto o lucro ajustado atingiu US$ 5,28 por ação. O fluxo de caixa operacional no ano somou US$ 988 milhões, reforçando a posição financeira da companhia ao final do exercício.

Regionalmente, as vendas na América do Norte recuaram 8,5% no quarto trimestre, refletindo menor demanda por pulverizadores e tratores de médio porte. Na América do Sul, houve queda de 9,3%, em um ambiente marcado por crédito mais restrito e custos financeiros elevados. Na Europa e Oriente Médio, as vendas apresentaram leve retração, enquanto a região Ásia/Pacífico/África registrou crescimento moderado.

A companhia destacou que, em 2025, as vendas de tratores e colheitadeiras no varejo da indústria recuaram de forma relevante em mercados-chave, especialmente nos segmentos de maior potência. Para 2026, a expectativa é de continuidade de um ambiente desafiador, com pressão sobre a demanda por equipamentos maiores, ainda que a renovação gradual da frota e a renda agrícola em alguns segmentos ofereçam suporte pontual.

Para 2026, a projeção indica vendas líquidas entre US$ 10,4 bilhões e US$ 10,7 bilhões, com margens operacionais ajustadas estimadas entre 7,5% e 8%. O lucro por ação é projetado na faixa de US$ 5,50 a US$ 6,00, já considerando os impactos das tarifas vigentes e estratégias de mitigação adotadas.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.