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06/Feb/2026

Sementes: Cade apura a atuação da GDM no mercado

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) retomou a análise de um processo que investiga a possível posição dominante da GDM no mercado brasileiro de sementes de soja. O caso voltou a ganhar tração em meio à crise enfrentada por sementeiras no País e envolve a avaliação de eventuais impactos concorrenciais decorrentes da estrutura de mercado do setor.

Na semana passada, o grupo argentino apresentou manifestação formal ao órgão antitruste solicitando o arquivamento do inquérito. Segundo a empresa, “não há qualquer indício de infração à ordem econômica nem fundamento para a manutenção da investigação”. A GDM sustenta que, embora detenha cerca de 80% do mercado nacional de sementes de soja quando consideradas todas as marcas do grupo, a apuração em curso estaria restrita a duas delas.

De acordo com a defesa apresentada, as marcas Brasmax e Don Mario, especificamente analisadas no processo, registraram participação inferior a 50% em termos de sacas comercializadas, área plantada e faturamento, e abaixo de 10% em alguns desses indicadores, considerando a média das últimas cinco safras. Os dados utilizados na argumentação foram fornecidos pela consultoria Kynetec e constam nos autos do processo.

Além das duas marcas citadas, o portfólio da GDM no Brasil inclui Neogen, Seedcop HO, Dagma, Ellas e Supra, o que, segundo a empresa, reforça a necessidade de uma análise mais ampla da estrutura competitiva do setor, e não restrita a marcas individuais.

O Cade deverá avaliar se a elevada participação consolidada do grupo no mercado configura ou não exercício de poder de mercado capaz de gerar efeitos anticoncorrenciais, considerando critérios como concentração, barreiras à entrada, substituibilidade de produtos e dinâmica tecnológica do setor de sementes. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.