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06/Feb/2026

AgroGalaxy troca CEO e reduz diretoria na recuperação

A AgroGalaxy, em recuperação judicial, anunciou mudanças relevantes em sua estrutura executiva e no Conselho de Administração, cinco meses após a reeleição unânime da diretoria. A companhia substituiu o então diretor-presidente, o diretor financeiro e o presidente do Conselho, nomeando Luiz Gabriel Piovezani Silva como novo CEO. O executivo acumulará, de forma interina, as funções de diretor financeiro e de relações com investidores, com a nova configuração passando a valer a partir de 5 de fevereiro.

Com a reformulação, a diretoria estatutária foi reduzida de quatro para dois executivos. Além do novo CEO, permanece apenas o diretor administrativo. Também houve a saída da diretora jurídica, enquanto o Conselho de Administração foi enxugado de cinco para três membros, como parte do ajuste organizacional.

A presidência do Conselho passou a ser ocupada por Ruy Flaks Schneider, que assume o comando do colegiado ao lado de dois conselheiros independentes. Segundo comunicado oficial, as mudanças buscam adequar a estrutura da companhia ao atual momento do negócio, com foco em maior agilidade, eficiência operacional, disciplina financeira e adequação de custos em um ambiente de restrição de crédito no agronegócio.

A alteração no comando ocorre em meio ao avanço do plano de recuperação judicial e menos de dois meses após a suspensão das operações da subsidiária de sementes, decisão inserida em ajustes estruturais diante das perspectivas consideradas desafiadoras para 2026. Na ocasião, integrantes do Conselho também haviam deixado seus cargos, sinalizando um processo mais amplo de reorganização interna.

Em dezembro de 2025, o Conselho havia optado pela continuidade da antiga diretoria, justificando a decisão pela necessidade de previsibilidade na execução do plano de recuperação. Na mesma data, foi aprovada a emissão de R$ 213,3 milhões em debêntures, com vencimento em 2035 e período de carência até dezembro de 2027, destinadas ao pagamento de fornecedores.

O plano de recuperação judicial, homologado em maio de 2025, prevê o reperfilamento de R$ 4,6 bilhões em dívidas, com carência entre dois e três anos e prazos de amortização que podem chegar a 16 anos. Como parte do processo, a empresa reduziu significativamente sua rede física, passando de 170 para 63 unidades operacionais, além de manter 14 silos e uma unidade de sementes.

No terceiro trimestre de 2025, a companhia registrou receita líquida de R$ 417,9 milhões, queda de 65,7% na comparação anual. O prejuízo líquido ajustado somou R$ 611,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado permaneceu negativo em R$ 134,4 milhões, apesar da melhora expressiva em relação ao ano anterior. A empresa também ampliou a participação do barter nas vendas e reduziu a inadimplência. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.