21/Jan/2026
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, disse que haverá uma grande entrega de áreas destinadas para a reforma agrária neste ano. "O presidente Lula vai a Salvador na sexta-feira (23/01) no encontro do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e deve anunciar um grande pacote de desapropriação para a reforma agrária no País. Ele deve anunciar uma nova entrega de novas áreas que serão destinadas à reforma agrária", afirmou Teixeira. Segundo o ministro, será a maior entrega da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A maior entrega será em 2026, porque viabilizamos recursos orçamentários e extraorçamentários neste ano", acrescentou. Para o ministro, a reforma agrária é a maneira de obter paz no campo. "Estamos procurando paz no campo, porque dá terra ao agricultor que quer produzir, além de acesso a crédito e ao programa de compras públicas", afirmou o ministro.
Questionado sobre as críticas dos movimentos sociais em relação ao ritmo da reforma agrária, Teixeira afirmou que o ministério havia sido extinto e que a retomada da reforma agrária tem sido crescente. "O governo Bolsonaro entregou o estoque de terra a grandes fazendeiros e estimulou a violência no campo. Recriamos novas políticas, viabilizamos orçamento e viemos em uma crescente. Em março, vamos alcançar a meta de 26 mil famílias assentadas", afirmou. Entre os anúncios a serem feitos neste ano, Teixeira citou a região de Parauapebas (PA), que deve ter novas áreas destinadas à reforma agrária em convênio com a Vale. Outro objetivo do governo é a revisão de uma lei do estado de São Paulo. "Queremos rever a lei do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) que aprovou projeto que destina terras públicas a agro a preço de banana. Por isso, temos ação direta de inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal para que possamos destinar parte das terras às famílias acampadas em São Paulo, estimadas em 7 mil famílias. Essa é a nossa prioridade", acrescentou.
O ministro comemorou ainda o acordo firmado no oeste do Paraná, na última semana, no qual União, Incra e Araupel S/A e Rio das Cobras Ltda. chegaram ao entendimento que destina áreas, em definitivo, à reforma agrária, nos municípios de Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. No total, são 34 mil hectares destinados a cerca de três mil famílias. Teixeira destacou que o imbróglio na região se estendia há trinta anos. "Era uma fazenda ocupada há 30 anos, que agora vai propiciar a industrialização em uma região de vocação agrícola. O Estado comprou a área por quase 45% do preço dela em uma região onde preço da terra é alto, o que foi uma vantagem para o Estado brasileiro, enquanto para os proprietários a vantagem foi de terminar a contenda", observou. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.