14/Jan/2026
A JBS Terminais está empenhada em manter a operação definitiva do terminal portuário de Itajaí (SC) e acompanha a modelagem do novo arrendamento. A decisão de participar do leilão previsto para este semestre dependerá da aderência do projeto à estratégia de negócios da companhia. É preciso entender se o ativo realmente vai adicionar valor para a empresa como um todo para fazer sentido no longo prazo. A JBS assumiu a operação do terminal em 2024, de forma provisória, após a saída da antiga arrendatária, em um contexto de queda na movimentação de cargas. O contrato transitório teve como objetivo permitir a retomada das atividades enquanto o governo estruturava o arrendamento definitivo.
O contrato transitório foi uma maneira de retomar as operações. Ele não resolve todas as inseguranças, mas deu tempo para que o edital de longo prazo aconteça. Desde o início da operação, a companhia realizou investimentos de cerca de R$ 210 milhões no terminal, sendo aproximadamente metade destinada à aquisição de dois novos guindastes. Os aportes buscaram recuperar a capacidade operacional após um período de paralisação que, segundo Aristides, retirou cerca de 30% da capacidade instalada de Santa Catarina. O porto ficou parado por dois anos, em um Estado com competição bastante acentuada. Apesar dos investimentos, a movimentação mínima prevista pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no contrato provisório ainda não foi plenamente atingida.
A expectativa da companhia é alcançar os volumes exigidos ao longo deste ano. Hoje, a operação está retomada, foi possível consolidar e já está com praticamente 93% do compromisso da JBS nos últimos três meses. A expectativa real é alcançar isso em 2026. O leilão para o arrendamento definitivo do terminal é aguardado para este semestre e deve definir o operador no longo prazo. Para a JBS, o ativo é considerado estratégico tanto para o escoamento da produção em Santa Catarina quanto para a economia regional e nacional. Esse ativo tem uma grande relevância para Santa Catarina e para o Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.