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04/Dec/2025

Fertilizantes: investimentos em projetos no RJ

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lança nesta quinta-feira (04/12), a quarta edição do estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2025”, confirmando o estado como eixo da reindustrialização brasileira e da segurança energética e alimentar. Projetos no Estado para esses setores podem ultrapassar os R$ 25 bilhões até 2030. Com colaborações da Petrobras, Braskem, BNDES, Porto do Açu, Iconic, Ministério da Agricultura e Pecuária e Embrapa, foram mapeados projetos puxados pela oferta de gás natural do pré-sal e por uma carteira robusta de novos empreendimentos petroquímicos e de fertilizantes. O Estado tem condições únicas - gás disponível, capacidade já instalada, logística robusta e um ecossistema de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) - para transformar sua vocação natural em um diferencial competitivo de longo prazo para o País.

No segmento petroquímico, a peça-chave é o gasoduto Rota 3, da Petrobras, que traz o gás do pré-sal até Itaboraí, onde funciona a maior Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do País, dentro do Complexo de Energias Boaventura, da estatal. A UPGN sustenta o projeto Transforma Rio, da Braskem, que prevê R$ 4,3 bilhões para instalar um cracker de etano e ampliar a fábrica de polietileno em Duque de Caxias. O investimento acrescentará 230 mil toneladas por ano (t/ano) à produção, criará cerca de 7.500 empregos na obra e poderá reduzir em 24 % a importação brasileira do insumo, informa o estudo. A Petrobras também reforça sua atuação no Estado, com um investimento total de US$ 15,8 bilhões no segmento de Refino, Transporte e Comercialização no quinquênio 2026-2030, e desenvolvendo tecnologias de descarbonização, como o projeto FCC Petroquímico (Craqueamento Catalítico Fluido) para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc).

Na área de fertilizantes, o trabalho chama atenção para a elevada dependência externa. O estudo da Firjan sublinha a vulnerabilidade crítica do Brasil na área de fertilizantes, onde mais de 85% da demanda é suprida por importações, e a ureia é 100% importada. Essa dependência expõe o agronegócio a choques geopolíticos e volatilidade cambial. Segundo a Firjan, o Porto do Açu, no Norte Fluminense, avança com projetos de logística integrada e uma unidade de fertilizantes nitrogenados, que visa produzir 1,38 milhão de toneladas de ureia e 781,5 mil toneladas de amônia por ano. O Porto investiu aproximadamente R$ 200 milhões em uma unidade misturadora de fertilizantes, com previsão de operação para março próximo, reforçando sua vocação logística. O Porto Açu também aposta na produção de fertilizantes de baixo carbono, como amônia verde, a partir de hidrogênio obtido via eletrólise da água.

Em Macaé, também no Norte Fluminense, há um projeto para instalação de uma fábrica com capacidade de produção de 1,8 milhão de toneladas/ano de ureia. Pela primeira vez, a publicação incluiu uma análise sobre a indústria de lubrificantes, um segmento que cresceu 6,1% em 2025, e que é fundamental para a transição energética. Lubrificantes de alta performance podem gerar ganhos de eficiência energética da ordem de 2% a 5% em motores e máquinas, contribuindo para a redução de emissões. O BNDES, que apoiou historicamente a estruturação dos polos petroquímicos nacionais, reafirma seu papel com linhas de financiamento específicas, como o Finem, o BNDES Máquinas e Serviços, e o Novo Fundo Clima. Este último é destinado à descarbonização da economia e relevante para projetos de indústria verde e transição energética no setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.