28/Nov/2025
Segundo a Kepler Weber, o déficit estrutural de armazenagem no Brasil garante demanda para a companhia nas próximas décadas, mesmo diante do ciclo adverso que pressiona margens e investimentos no agronegócio. O País consegue armazenar atualmente apenas 60% da produção de grãos, ante 93% em 2016, e essa diferença não será revertida no curto prazo. O déficit não é conjuntural. É estrutural e deve continuar pelos próximos 30 ou 40 anos. A combinação de preços baixos das commodities, juros elevados e crédito restrito desacelerou investimentos em máquinas e insumos, mas não freou projetos de armazenagem.
A empresa entrou 2025 com carteira de pedidos superior ante ano anterior. Mesmo com turbulência, a armazenagem virou prioridade crítica. A transformação da empresa se apoia em três pilares: a falta de armazéns no Brasil, um plano de diversificação construído ao longo da última década e um modelo de gestão mais enxuto e organizado adotado desde 2015. O setor atravessa um momento difícil, com preços mais baixos, juros altos e pouco crédito disponível, mas a demanda por armazenagem acaba compensando esses fatores. Quando o produtor está apertado, ele até adia a compra de trator ou pulverizador, mas não abre mão de armazenagem.
A armazenagem reduz risco, dá velocidade e preserva valor. Foi destacada, ainda, a competitividade única do agro brasileiro, ancorada no plantio de duas safras no mesmo verão, fenômeno que expandiu a produção de 50 milhões de toneladas para mais de 350 milhões de toneladas em uma geração. Isso só existe no Brasil. Usa o mesmo trator, a mesma terra, os mesmos funcionários. E pressiona por velocidade em secagem, limpeza e armazenagem. A Kepler acredita que o ano de 2026 vai ser desafiador. Ainda assim, a companhia está preparada, com operação organizada e portfólio diversificado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.