28/Nov/2025
Segundo a Solinftec, a transformação digital no campo entrou em uma nova fase, marcada pela adoção consolidada de ferramentas digitais e pela transição para um uso mais estratégico das soluções. A etapa de convencer o produtor já passou, e o avanço agora depende de como essas ferramentas serão incorporadas de forma mais eficiente ao dia a dia da operação agrícola. O Brasil viveu um boom da digitalização da agricultura, impulsionado pela pandemia, quando os produtores passaram a adotar marketplaces, novas formas de relacionamento comercial e tecnologias antes pouco utilizadas. Esse movimento acelerou a mudança em direção a máquinas conectadas, aplicativos de gestão, sensores e robôs de monitoramento. O produtor brasileiro assimilou rapidamente o valor da tecnologia. O produtor já entende como a tecnologia o ajuda e consegue avaliar se determinada solução faz sentido ou não.
Chama atenção também o papel da tecnologia na redução de incertezas e na melhora das condições de financiamento e seguro agrícola. Parte do problema do seguro é que, para a seguradora, é muito difícil definir o risco porque ela não tem informação do campo. Com sensores e monitoramento climático instalados na lavoura, abre-se espaço para produtos de seguro mais precisos e novas estruturas de avaliação de risco. A transformação digital do agro entra agora em sua fase mais estratégica. Não é mais preciso convencer o produtor. O desafio é estabelecer como ele vai usar a tecnologia. Segundo a Aegro, a inteligência artificial deixou de ser tendência para se tornar componente estruturante da gestão agrícola. O avanço da digitalização no campo exige mais do que conectividade e integração de dados: demanda uso qualificado das informações. A IA já é uma realidade presente nessa revolução digital do agro, contribuindo de forma direta ou indireta. Muitos produtores já utilizam ferramentas de chat e assistentes digitais, seja de forma espontânea, seja incorporada a aplicativos especializados.
Hoje há uma dezena de aplicativos que são a ‘IA do agro’, com bases de conhecimento mais restritas que geram contexto para o produtor e entregam respostas mais assertivas. A tecnologia tem reduzido a complexidade operacional do monitoramento e da tomada de decisão. O que antes era um dashboard cheio de painéis, que exigia interpretando, agora chega em três ou cinco bullets, com pequenos insights que indicam o que realmente importa. O setor já entendeu que não é possível depender integralmente da tecnologia, mas também não faz sentido ignorá-la. A IA funciona como um copiloto intelectual, trazendo velocidade e ajudando a estruturar o que vale a pena ser feito. Uma frente ganha força: o uso da IA para processar grandes volumes de dados e gerar relatórios analíticos. Esse talvez seja o uso mais interessante, porque amplia o impacto da tecnologia muito além da porteira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.