12/Nov/2025
Segundo levantamento realizado pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) do Uruguai, o uso de bioinsumos vem ganhando espaço entre os produtores agrícolas do país. A pesquisa, realizada durante o inverno de 2025, é a primeira a incorporar um módulo específico sobre o tema, oferecendo dados oficiais inéditos sobre o conhecimento e a adoção desses produtos no Uruguai. De acordo com o levantamento, 76% das propriedades rurais afirmam conhecer ou já ter ouvido falar sobre bioinsumos, enquanto 18% ainda desconhecem o conceito e 6% não responderam.
O estudo revela, porém, que a adoção já é significativa: 66% das explorações agrícolas declararam ter utilizado algum tipo de bioinsumo nos últimos dois anos. Entre os produtos mais empregados, os inoculantes lideram, sendo utilizados por 47,8% dos produtores, seguidos pelos bioestimulantes, com 20,1%, e por combinações de diferentes produtos em 32,1% das propriedades. Os biopesticidas, por outro lado, ainda aparecem de forma incipiente.
A pesquisa também indica que os bioinsumos foram aplicados em 759 mil hectares, com destaque para a soja, que concentra 509 mil hectares, seguida por trigo (76 mil hectares), colza (57 mil hectares), cevada (52 mil hectares) e milho (47 mil hectares). Apesar do avanço, a principal barreira à ampliação do uso de bioinsumos é a falta de informação, motivo citado por 40% dos produtores que não utilizam esses produtos.
Apenas 8% associaram a não adoção ao aumento de custos, e 52% mencionaram outros fatores. Os resultados indicam um nível de conhecimento alto e adoção média a alta, com forte concentração no setor da soja e nos inoculantes, que funcionam como porta de entrada para o uso de bioinsumos em geral. O MGAP destaca a necessidade de reforçar programas de capacitação e difusão de experiências, a fim de consolidar a transição para práticas agrícolas mais sustentáveis no país. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.