12/Nov/2025
Os riscos climáticos têm ganhado cada vez mais peso nas decisões da Motiva (ex-CCR) de entrar em novas concessões. A companhia optou por não disputar leilões recentes ao detectar potencial de desabamentos ou enchentes, por exemplo. O tema é analisado junto com outros aspectos, como políticos, regulatórios, operacionais e financeiros. Para ilustrar, foi citado o caso de uma rodovia do litoral norte de São Paulo, que a Motiva optou por não disputar, mesmo tendo forte presença no Estado, pois havia um risco muito grande relacionado a chuvas e desabamentos. O tema deve ganhar importância à medida que as tragédias relacionadas ao clima se tornam mais recorrentes e fortes. As infraestruturas precisam ser mais resilientes, enquanto se busca formas de mitigação e adaptação. Em 2024, a ViaSul, estrada no Rio Grande do Sul administrada pela Motiva, foi fortemente impactada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. A cobrança de pedágio chegou a ser completamente interrompida diante dos danos na infraestrutura.
Não há uma "bala de prata" para reduzir emissões do setor de transportes, mas sim uma combinação de estratégias. Entre elas, a ampliação do uso de biocombustíveis e de veículos elétricos. A lista inclui ainda uma melhor distribuição da matriz de transportes. A projeção é de que o setor rodoviário, considerado um dos mais poluentes, siga crescendo, em linha com a aceleração da economia brasileira. No entanto, para descarbonizar, os outros meios também precisam ganhar força. Em um País tão extenso como o Brasil os setores ferroviários e hidroviários podem ter um potencial muito maior, reequilibrando a matriz de transportes. A Motiva é uma das líderes da Coalizão dos Transportes, aliança que reúne empresas, concessionárias e associações em torno da meta de reduzir em até 70% as emissões do setor até 2050. A iniciativa alcançou 121 entidades participantes às vésperas da realização da COP30. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.