10/Nov/2025
O Ministério do Comércio da China (Mofcom) e a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) informaram na sexta-feira (07/11) que suspenderam até 10 de novembro de 2026, a aplicação de uma série de medidas de controle de exportação anunciadas em 9 de outubro e que atingiam sobretudo a cadeia de terras raras e de minerais e insumos críticos. Segundo o comunicado nº 70 de 2025, ficam temporariamente sem efeito os anúncios conjuntos nº 55, 56, 57 e 58, além dos anúncios nº 61 e 62 do Mofcom.
As regras agora congeladas previam licença obrigatória para exportar equipamentos de separação, refino e sinterização usados na produção e no processamento de terras raras, bem como minérios, reagentes de flotação e extratantes específicos (insumos essenciais para a indústria magnética, semicondutores, veículos elétricos e tecnologias de energia limpa). Também seriam controlados fornos de alta temperatura, ligas metálicas e tecnologias de deposição e difusão empregadas na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho. O anúncio nº 57 ampliava o alcance do controle a produtos contendo terras raras médias e pesadas, como hólmio, érbio, túlio, európio e itérbio, elementos fundamentais em lasers, fibras ópticas, telecomunicações e dispositivos de armazenamento de energia.
Os anúncios nº 61 e 62 introduziam restrições com efeito extraterritorial, determinando que empresas estrangeiras solicitassem autorização do governo chinês para reexportar, de países terceiros, produtos fabricados com insumos de origem chinesa, além de impor licença para a transferência de tecnologias ligadas à mineração e à metalurgia de terras raras. As medidas foram anunciadas uma semana após a reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, no fim de outubro. Na quinta-feira (06/11), os Estados Unidos formalizaram a suspensão da elevação de tarifas à China por um ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.