07/Nov/2025
A fabricante de fertilizantes nitrogenados CF Industries, dos Estados Unidos, obteve lucro líquido de US$ 353 milhões no terceiro trimestre de 2025, ou US$ 2,19 por ação. O resultado representa alta de 28% ante igual período do ano passado, quando a companhia lucrou US$ 276 milhões (US$ 1,55 por ação). O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 31% na mesma comparação, para US$ 667 milhões, enquanto a receita líquida cresceu 21%, totalizando US$ 1,66 bilhão. Segundo a empresa, os preços médios de venda foram mais altos no terceiro trimestre na comparação anual, refletindo forte demanda global por nitrogênio, interrupções no fornecimento causadas por questões geopolíticas e custos mais elevados de energia, que aumentaram o preço de equilíbrio do mercado global. Os volumes de vendas foram menores no período devido principalmente a estoques iniciais mais baixos. O custo de vendas no terceiro trimestre foi maior em relação ao mesmo período de 2024, refletindo principalmente custos mais altos de gás natural, matéria-prima usada na obtenção de nitrogênio.
Nos primeiros nove meses de 2025, a CF Industries registrou lucro líquido de US$ 1,05 bilhão, ou US$ 6,39 por ação, crescimento de 18% frente aos US$ 890 milhões (US$ 4,86 por ação) obtidos em igual período do ano passado. A receita líquida aumentou 18%, para US$ 5,21 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 20%, para US$ 2,07 bilhões. A produção de amônia totalizou 7,6 milhões de toneladas nos nove meses, contra 7,2 milhões de toneladas no mesmo intervalo de 2024. A companhia espera produção total de cerca de 10 milhões de em 2025. "A equipe da CF Industries continua a apresentar resultados excepcionais, trabalhando com segurança e operando nossa rede de forma eficiente, em um contexto de dinâmica global construtiva para a indústria de nitrogênio", disse o CEO da CF Industries, Tony Will. A CF disse esperar uma demanda global positiva por nitrogênio no segundo semestre de 2025 e durante 2026. A Índia deverá ser o maior importador mundial de ureia em 2025, com 7,3 milhões de toneladas garantidas por meio de licitações até o terceiro trimestre.
Segundo a companhia, a Índia deve realizar licitações de ureia com frequência até março de 2026 devido à produção doméstica menor do que a esperada e aos baixos estoques. O Brasil deverá precisar de mais 3 milhões de toneladas de importações de ureia até o final do ano, impulsionado pela grande área plantada de milho, disse a empresa. A demanda por nitrogênio na América do Norte também deverá permanecer robusta, com a conjuntura econômica agrícola favorecendo o plantio de milho em detrimento da soja em 2026. No longo prazo, a companhia acredita que o balanço global de oferta e demanda de nitrogênio ficará mais apertado. Segundo a companhia, o crescimento da capacidade de produção nos próximos quatro anos não deverá acompanhar o aumento da demanda global, estimado em cerca de 1,5% ao ano. A companhia recomprou 4,3 milhões de ações por US$ 364 milhões no terceiro trimestre. Em outubro, completou o programa de recompra de ações de US$ 3 bilhões autorizado em 2022 e iniciou novo programa de US$ 2 bilhões, com vigência até dezembro de 2029. Fonte: Broadcast Agro.