06/Nov/2025
A empresa de sementes e agroquímicos Corteva, dos Estados Unidos, teve prejuízo de US$ 308 milhões, ou US$ 0,46 por ação, no terceiro trimestre de 2025. Em igual período do ano passado, o prejuízo foi de US$ 519 milhões, ou US$ 0,76 por ação. O resultado representa redução de 41% na perda. Em termos ajustados, o prejuízo caiu de US$ 0,49 para US$ 0,23 por ação. A receita líquida cresceu 13%, para US$ 2,618 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) operacional foi de US$ 49 milhões no terceiro trimestre, ante prejuízo de US$ 100 milhões em igual período de 2024. Segundo a Corteva, o desempenho no trimestre refletiu maior demanda por novas tecnologias em sementes e produtos para proteção de lavouras, além de ganhos de produtividade e redução de custos. Na divisão de sementes, as vendas líquidas aumentaram 33% no terceiro trimestre, para US$ 917 milhões.
O volume cresceu 27%, impulsionado principalmente por entregas antecipadas para 2ª safra de milho no Brasil, recuperação da área de milho na Argentina e maior demanda por milho na Europa. O preço teve alta de 4%, reflexo do aumento da receita com licenciamento de tecnologias e da demanda por produtos premium. Na divisão de produtos para proteção de lavouras, as vendas líquidas aumentaram 4% no terceiro trimestre, para US$ 1,701 bilhão. O volume cresceu 5%, impulsionado por novos produtos, herbicidas e biológicos. O preço caiu 2%, principalmente devido ao ambiente competitivo na América Latina. Por região, a América do Norte teve aumento de 16% nas vendas líquidas no terceiro trimestre, para US$ 707 milhões. Na América Latina, houve crescimento de 17%, para US$ 1,161 bilhão.
Na região EMEA (Europa, Oriente Médio e África), as vendas subiram 11%, para US$ 462 milhões. Na Ásia-Pacífico, caíram 8%, para US$ 288 milhões. A Corteva elevou seu guidance de receita líquida para 2025, de uma faixa de US$ 17,6 bilhões a US$ 17,8 bilhões para um intervalo de US$ 17,7 bilhões a US$ 17,9 bilhões. O Ebitda operacional esperado é de US$ 3,8 bilhões a US$ 3,9 bilhões, alta de 14% no ponto médio. O lucro operacional por ação é projetado entre US$ 3,25 e US$ 3,35, crescimento de 28% no ponto médio. A companhia também pretende recomprar cerca de US$ 1 bilhão em ações ao longo do ano. Para 2026, a visão preliminar da Corteva aponta Ebitda operacional de US$ 4,1 bilhões no ponto médio, refletindo crescimento de aproximadamente 6%. "Entregamos um terceiro trimestre forte em toda a companhia", disse o CEO da Corteva, Chuck Magro, em comunicado. Fonte: Broadcast Agro.