22/Sep/2025
Segundo o Rabobank, as margens dos produtores das principais regiões agrícolas do mundo devem se manter comprimidas até 2027, em função da combinação de aumento dos custos operacionais, queda dos preços das commodities e das incertezas envolvendo o cenário geopolítico global e as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Os custos de produção de milho e soja devem aumentar no próximo ano, impulsionados principalmente pelo aumento das despesas com fertilizantes, cujos preços continuam a subir, especialmente do fosfato. No Brasil, a alta do custo do fosfato monoamônico (MAP) está levando os agricultores a buscarem fontes alternativas de P2O5, como o superfosfato simples (SSP) e o superfosfato triplo (TSP).
No entanto, o aumento da demanda por esses substitutos também está elevando seus preços. Nos Estados Unidos, o cenário também é de alta no preço dos insumos. Há risco de uma redução significativa na demanda para o próximo ciclo de plantio. Os defensivos originários da China apresentam preços em queda. No entanto, os custos de produção por hectare no Brasil e nos Estados Unidos estão aumentando, especialmente para inseticidas, em função da redução da oferta desses suprimentos. O Rabobank projeta que a safra de 2026 deve ser mais cara em todas as regiões analisadas pelo estudo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.