26/Oct/2026
A demanda por chocolate apresenta sinais de recuperação gradual, com empresas dos setores de alimentos e confeitaria registrando crescimento dos volumes de vendas. No terceiro trimestre de 2026, a moagem global de cacau alcançou cerca de 903 mil toneladas, alta de aproximadamente 14% em relação a igual período de 2025, mantendo-se próxima dos níveis registrados em 2024, segundo a StoneX. Os resultados trimestrais e os indicadores das principais companhias do setor apontam para uma mudança no comportamento do consumo. O crescimento das vendas em volume indica maior participação das compras efetivas de produtos, em contraste com o período posterior à disparada dos preços da matéria-prima, quando os reajustes tiveram papel relevante na expansão das receitas das empresas.
A recuperação dos volumes é um sinal favorável para a demanda por cacau, embora ainda ocorra de forma gradual. Regionalmente, a moagem avançou cerca de 40% na Costa do Marfim, quase 30% na Ásia e 16% no Brasil. O desempenho foi associado à maior resiliência da oferta de amêndoas nesses mercados. Na Europa, a moagem cresceu pouco mais de 3% na comparação anual, registrando a primeira alta desde 2024. Na América do Norte, houve recuo de aproximadamente 2,5%, parcialmente explicado pela base de comparação mais elevada. Os países produtores e a Ásia lideraram o avanço da moagem, enquanto os mercados tradicionais de consumo de chocolate ainda apresentam sinais de fragilidade.
Na Europa, as temperaturas elevadas nos dois trimestres anteriores prejudicaram as vendas, além de anteciparem parte dos pedidos, o que pode ter influenciado o desempenho posterior do mercado. A perspectiva de aumento dos custos das empresas de confeitaria permanece como fator de atenção. A maior disponibilidade de cacau e a redução dos preços da matéria-prima favoreceram a atividade industrial, mas novas pressões sobre as despesas operacionais poderão limitar a expansão das vendas e influenciar os preços finais dos produtos. Nesse cenário, a retomada do consumo segue moderada, sem indicar uma reação abrupta da demanda global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.