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15/Oct/2026

Cacau: sistema de monitoramento da produção na BA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o governo da Bahia assinaram, em 13 de outubro, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para fortalecer o monitoramento da produção de cacau no Estado, aprimorar as estimativas de safra e ampliar a disponibilidade de informações sobre a cadeia produtiva. A execução ficará sob responsabilidade da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculada ao Mapa, e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR). A iniciativa busca aumentar a precisão dos dados sobre a lavoura cacaueira e proporcionar maior previsibilidade à produção estadual. Segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia produziu cerca de 137 mil toneladas de cacau em 2025.

Ao lado do Pará, o Estado figura entre os principais produtores nacionais, e ambos respondem por mais de 90% da produção brasileira, conforme informações apresentadas pelo Mapa. O acordo pretende aprimorar o acompanhamento da atividade em um contexto no qual a qualidade das estimativas de produção e oferta é relevante para o planejamento dos agentes da cadeia. O ACT prevê a elaboração de estimativas de safra com base em metodologia técnica estabelecida em um Plano de Trabalho, além da estruturação ou utilização de ferramentas destinadas à organização e à análise de informações sobre a cadeia produtiva. Os dados deverão subsidiar o planejamento de políticas públicas e fundamentar medidas relacionadas ao setor, incluindo ações ligadas aos preços do cacau e iniciativas coordenadas com os órgãos envolvidos.

A expectativa é que o aperfeiçoamento das informações também amplie a previsibilidade para os diferentes elos da cadeia, com dados mais precisos sobre produção, oferta, demanda e condições de mercado. A implementação será orientada por um Plano de Trabalho que estabelecerá objetivos específicos, metas, entregas, cronograma e responsabilidades. O documento também contemplará os recursos humanos, materiais e tecnológicos necessários, além dos procedimentos para transferência e divulgação dos resultados. Entre as atribuições da Ceplac está a coordenação, em conjunto com a CAR, de um sistema estruturado de gestão, monitoramento e previsão de safra, com validação científica, inferência estatística e mecanismos formais de avaliação dos erros das estimativas e de definição de intervalos de confiança. A Ceplac também será responsável por capacitar as equipes na aplicação dos protocolos técnicos e dos instrumentos de coleta de dados.

À CAR caberá mobilizar produtores e organizações da agricultura familiar, apoiar a expansão territorial das ações e participar da capacitação das equipes e da validação dos instrumentos de coleta. A companhia também contribuirá para o compartilhamento dos conhecimentos e das informações necessários à execução do acordo. A participação das instituições deverá integrar a coleta, a validação e a análise dos dados, com o objetivo de estabelecer uma base técnica mais consistente para o acompanhamento da produção estadual. O acordo terá vigência de 24 meses, contados a partir da publicação de seu extrato no Diário Oficial da União (DOU), com possibilidade de prorrogação por termo aditivo, mediante justificativa e compatibilidade com o Plano de Trabalho. Além do monitoramento da produção, foram apresentadas iniciativas para fortalecer a cadeia produtiva e ampliar as oportunidades comerciais do cacau brasileiro.

Entre elas está o programa Caravanas do Agronegócio Exportador, que oferece orientações sobre requisitos fitossanitários, modalidades de pagamento, mercados potenciais e estratégias de inserção internacional. Também foi mencionada a possibilidade de participação do setor em cerca de 25 feiras internacionais, como parte das ações voltadas à ampliação do acesso a compradores e mercados externos. Outra iniciativa destacada foi a realização da primeira edição brasileira do Salão do Chocolate de Paris, prevista para ocorrer entre 10 e 13 de dezembro de 2026, em Salvador (BA). O evento deverá aproximar produtores de compradores internacionais e ampliar as oportunidades de comercialização do cacau brasileiro. Em conjunto, as ações de monitoramento, capacitação e promoção comercial buscam fortalecer a organização da cadeia produtiva baiana, melhorar a base de informações para decisões públicas e privadas e ampliar as possibilidades de inserção internacional do produto. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.