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05/Oct/2026

Tabaco: diversificação eleva renda nas propriedades

Os 136 mil produtores brasileiros de tabaco obtiveram renda total de R$ 23,2 bilhões na safra 2025/26, considerando a produção de tabaco, produtos agrícolas diversos, criação animal e produtos granjeiros. O levantamento da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), divulgado por meio do programa “Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades”, mostra que o tabaco permaneceu como a principal fonte de receita, com participação de 55,4% e geração de mais de R$ 12,8 bilhões, embora tenha ocupado apenas 20,3% da área das propriedades. Os produtos agrícolas diversos geraram R$ 5,56 bilhões, equivalentes a 24% da renda das propriedades, enquanto a criação animal e os produtos granjeiros responderam por R$ 4,78 bilhões, ou 20,6% da renda. A área média das propriedades foi de 14,71 hectares, evidenciando a importância da diversificação para a composição da renda em unidades produtivas de pequena escala.

Além do tabaco, os principais usos do solo foram pastagens, com 17,3% da área, soja, com 16,1%, e milho, com 10,5%. A mata destinada a fins energéticos representou 8,3% da área, enquanto a mata nativa ocupou, em média, 14,8% das propriedades. A diversificação das atividades é uma característica tradicional das propriedades produtoras de tabaco. Em 1985, foi criado o então Programa Milho e Feijão, com o objetivo de estimular o cultivo de grãos após a colheita do tabaco, aproveitando a adubação residual e ampliando a geração de renda dos pequenos produtores. A partir de 2014, a iniciativa passou a ser conduzida pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), com atuação ampliada no setor no Sul do Brasil. Em 2017, o programa passou a incluir também o incentivo ao cultivo de forrageiras destinadas à formação de pastagens e adotou a denominação Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco.

Em 2025, a iniciativa passou a se chamar Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades, ampliando a abordagem sobre as diferentes atividades desenvolvidas nas propriedades produtoras. Atualmente, o programa é conduzido pelo SindiTabaco e por empresas associadas, com apoio de entidades representativas dos produtores e dos governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O sistema busca estimular a gestão e a diversificação das propriedades, combinando a produção de tabaco com atividades agrícolas, pecuárias e de preservação ou aproveitamento das áreas disponíveis. Fundado em 24 de junho de 1947, o SindiTabaco tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo, região que concentra atividades de produção e beneficiamento de tabaco. A estrutura da cadeia produtiva e a diversificação das propriedades permanecem relevantes para a geração de renda entre os pequenos produtores do Sul do Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.