25/Sep/2026
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o setor citrícola discutiram, no dia 23 de setembro, estratégias para ampliar as exportações brasileiras de suco de laranja e abrir novos mercados internacionais. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se em Brasília com o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura, Ibiapaba Netto, para tratar dos desafios do setor e das perspectivas de expansão comercial. A estratégia envolve maior atuação conjunta entre governo e setor privado para ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados considerados estratégicos. Entre as oportunidades citadas estão mercados abrangidos por possíveis acordos como Mercosul-Japão e Mercosul-Coreia do Sul, considerados relevantes pelo setor para ampliar as alternativas de exportação.
O Brasil é o maior produtor mundial de laranja, com produção de 13,5 milhões de toneladas, concentrada em grande parte no Estado de São Paulo, que também reúne parcela expressiva da industrialização. O País lidera ainda a produção e a exportação mundial de suco de laranja, com 1,032 milhão de toneladas produzidas e 973 mil toneladas exportadas. A ampliação dos mercados ganha importância diante da desaceleração do consumo após recordes registrados em 2022, 2023, 2024 e 2025. O setor avalia que o produto brasileiro apresenta amplo acesso sanitário aos mercados internacionais, enquanto as barreiras tarifárias permanecem como um dos principais obstáculos à expansão das vendas externas. Nesse contexto, a abertura de mercados no Japão e na Coreia do Sul pode ampliar as alternativas comerciais para produtores e indústrias brasileiras.
A safra 2026/27 de laranja foi reestimada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em 263,15 milhões de caixas de 40,8 kg para o cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais. O volume representa alta de 3,1% ante a previsão inicial, em decorrência das chuvas, mas ainda corresponde a uma queda de cerca de 10% ante as 292,9 milhões de caixas da temporada anterior. As chuvas contribuem para o aumento do peso e do tamanho dos frutos, mas podem reduzir o brix e o rendimento industrial, além de dificultar as operações de colheita. A combinação entre menor produção projetada e desaceleração do consumo reforça a necessidade de diversificação dos destinos das exportações e de redução de barreiras comerciais para o suco de laranja brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.