23/Sep/2026
De acordo com o 9º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (22/09), os preços das principais hortaliças comercializadas nos entrepostos analisados apresentaram comportamento predominantemente de baixa em agosto, com destaque para alface e cebola. O único produto do grupo que apresentou alta foi o tomate, com valorização de 18,13%. Entre as frutas, a maioria apresentou tendência de queda, com destaque para o mamão, que recuou 10,9% na média ponderada. A pesquisa considera as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior representatividade na comercialização nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do País e que têm maior peso no cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os preços da batata recuaram em todas as Ceasas monitoradas em agosto.
Na média ponderada, as cotações do tubérculo no atacado encerraram o mês em queda de 11,6%, com valor médio de R$ 2,63 por quilo. A desvalorização nos dois últimos meses, após sequência de altas observadas desde fevereiro, reflete o aumento da oferta, ainda que em níveis inferiores aos de julho. Entre as hortaliças, cebola e alface também registraram queda na maior parte das capitais em que a pesquisa é realizada, com recuos de 13,8% e 14,8%, respectivamente. Em alta desde março, a cebola ficou mais barata em nove das 10 Ceasas da amostra. A oferta do produto às Ceasas em agosto manteve-se praticamente estável em relação a julho, com aumento das remessas dos principais Estados produtores, com destaque para Minas Gerais e São Paulo, que juntos representaram 50% do volume comercializado nas centrais avaliadas. Para a alface, embora a oferta tenha diminuído 4,3% em relação a julho, o volume da safra de inverno foi suficiente para atender à demanda. Além disso, as chuvas em algumas áreas produtoras não influenciaram produção e colheita de modo significativo.
Após declínio das cotações em julho, os valores da cenoura mantiveram-se praticamente estáveis em agosto, com alta de 0,88%. Única hortaliça a apresentar valorização na maioria dos entrepostos atacadistas, o tomate teve aumento de 18,13% na média ponderada. Após o pico da safra de inverno em julho, a oferta do fruto e os volumes comercializados diminuíram. A combinação de condições climáticas que interferem na maturação contribuiu para esse cenário. A comercialização de frutas nas Ceasas cresceu 4,5% em agosto. O mamão ficou mais barato em 70% dos entrepostos monitorados, com média ponderada em queda de 10,9%. Houve aumento da oferta das variedades formosa e papaia, elevando a disponibilidade da fruta no mercado. O cenário reflete a ampliação dos envios do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo, principais regiões produtoras. A melancia também recuou 3,24% na média ponderada. Apesar do crescimento da demanda em virtude do calor, houve aumento da oferta, com destaque para Goiás e Tocantins, que costumam ser as principais regiões produtoras até outubro.
Mesmo com o aumento dos custos de produção, a produtividade elevada tem garantido rentabilidade aos produtores. A laranja encerrou agosto com redução de 0,95% na média dos preços. Em relação a julho, a oferta às centrais atacadistas aumentou 1,68% no cinturão citrícola, elevando a disponibilidade tanto no atacado quanto no varejo. Após período de desvalorização, as cotações da maçã subiram 2,72% na média ponderada. A Conab atribuiu o movimento ao consumo gradual dos estoques das câmaras frias e ao aumento da comercialização. A produtividade superior na safra 2025/26 contribuiu para a ampliação da oferta das variedades fuji e gala, especialmente da produção de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Embora tenha registrado queda na média de preços em seis das 10 Ceasas avaliadas, a banana foi a fruta com maior alta no mês, encerrando agosto com valorização de 4,32%. Oscilações de oferta e demanda ao longo do mês, além da qualidade das frutas, interferiram na composição dos preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.