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21/Sep/2026

Tabaco: setor conclui inspeção para exportar à China

O setor brasileiro de tabaco concluiu a pré-inspeção da safra 2025/26 exigida pelo protocolo bilateral de comércio entre Brasil e China, etapa necessária para a continuidade das exportações ao mercado chinês. A avaliação foi realizada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) em Santa Cruz do Sul (RS), com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Administração Geral das Alfândegas da República Popular da China (GACC), da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e de empresas do setor. Em 2025, a China foi o segundo principal destino do tabaco brasileiro, com importações de US$ 577 milhões. Para a safra 2025/26, o cumprimento dos requisitos fitossanitários previstos no acordo bilateral é necessário para a emissão do certificado pela GACC e posterior embarque do produto.

O Ministério da Agricultura (Mapa) realizou a coleta de amostras de tabaco processado, que foram encaminhadas à Central Analítica da Unisc para análises laboratoriais. Foram avaliados 52 lotes de sete empresas, com testes para as nove pragas quarentenárias previstas no protocolo, sendo seis tipos de insetos, duas plantas daninhas e o fungo responsável pelo mofo azul. Não foram identificadas pragas quarentenárias nas amostras analisadas, resultado que atende aos requisitos estabelecidos no protocolo bilateral e permite o avanço do processo de exportação da safra brasileira para a China. Além das questões fitossanitárias, a inspeção destacou a evolução da qualidade do produto brasileiro, especialmente na redução do NTRM (Non-Tobacco Related Material), denominação utilizada para materiais estranhos ou não relacionados ao tabaco.

A GACC considerou positiva a evolução observada, mas indicou a necessidade de ampliar a conscientização do setor para reduzir ainda mais a presença desses materiais. A China Tabaco Internacional do Brasil (CTIB) também deverá reforçar, junto às empresas fornecedoras, os procedimentos de monitoramento e rastreabilidade. A certificação da GACC ainda é necessária para a conclusão do processo de exportação, enquanto as empresas devem manter os cuidados com a segurança e a integridade do produto durante a etapa final de armazenamento. A redução da presença de materiais estranhos permanece como uma das prioridades do setor, que lançou nova campanha de conscientização e prevê o reforço das ações de monitoramento e rastreabilidade. As medidas buscam ampliar a segurança do produto e assegurar o cumprimento dos requisitos estabelecidos no acordo comercial com a China. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.