18/Sep/2026
A Inteligência Artificial (IA) já alcança diferentes etapas da cadeia de frutas e hortaliças, desde o monitoramento da lavoura até a classificação pós-colheita, passando pelo manejo, pela logística e pelo varejo. Na prática, a IA amplia a capacidade de analisar dados, reconhecer padrões e apoiar decisões. Sensores, câmeras, aplicativos e plataformas digitais ajudam a identificar doenças, orientar a irrigação, selecionar produtos, prever a demanda e reduzir perdas. Contudo, o avanço não ocorre no mesmo ritmo em todos os elos. Enquanto algumas soluções já integram operações comerciais, outras permanecem em adoção inicial, em testes ou restritas à pesquisa.
A colheita robotizada, por exemplo, avança no exterior, mas ainda não conta com uma oferta comercial equivalente no Brasil. Já a previsão da vida útil por meio de gêmeos digitais representa uma fronteira científica que ainda precisa ser validada em condições comerciais. A IA não substitui o conhecimento agronômico, a experiência do produtor ou a capacidade de gestão, mas pode ampliar essas competências. A nova era da IA no setor de HF será definida menos pela quantidade de tecnologias disponíveis e mais pela capacidade de utilizá-las para produzir com maior precisão, eficiência e sustentabilidade. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.