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07/Aug/2026

Alface: surto de ciclosporíase se alastra nos EUA

A Food and Drug Administration (FDA) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos atualizaram o balanço do surto nacional de infecções causadas pelo parasita Cyclospora, elevando para 6.358 o número de casos laboratoriais confirmados em 15 Estados norte-americanos. A investigação associou a contaminação ao consumo de alface americana produzida na região central do México e distribuída pela empresa Taylor Farms de Mexico. Os lotes contaminados foram identificados como parte da cadeia de fornecimento de alimentos utilizados por unidades da rede de fast-food Taco Bell e comercializados por outros estabelecimentos do setor de alimentação e varejo nos Estados Unidos. A contaminação levou à adoção de medidas de recolhimento e ao reforço das ações de monitoramento sanitário.

A atualização mais recente incorporou casos registrados em seis novos Estados norte-americanos: Arkansas, Iowa, Missouri, Nebraska, New Hampshire e Carolina do Norte. Também foram incluídos relatos adicionais de consumidores expostos ao produto contaminado. Os registros de início dos sintomas abrangem o período entre 22 de junho e 31 de julho de 2026. A maior parte das infecções ocorreu antes do recolhimento voluntário realizado pela produtora mexicana em 17 de julho. Até o momento, o surto resultou em pelo menos 278 hospitalizações e duas mortes no estado de Michigan. As vítimas fatais apresentavam condições médicas preexistentes graves, agravadas pela infecção parasitária e por um quadro severo de desidratação.

A FDA e o CDC avaliam que o número oficial de casos ainda deve aumentar nas próximas semanas, considerando que a confirmação laboratorial das infecções pode levar até seis semanas. As autoridades também indicam que a quantidade real de pessoas afetadas pode ser superior aos registros atuais, uma vez que parte dos pacientes apresenta recuperação sem procurar atendimento médico. Diante do risco sanitário, a FDA ampliou as ações de fiscalização, triagem e coleta de amostras de alface na fronteira dos Estados Unidos para impedir a entrada de novos lotes potencialmente contaminados provenientes do México. A agência mantém o rastreamento da cadeia de distribuição em conjunto com autoridades estaduais para identificar a origem dos produtos e reduzir a disseminação da contaminação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.