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03/Aug/2026

Limão: Cooperlimão prevê dobrar faturamento até 2031

A Cooperlimão, cooperativa de produtores de lima ácida thaiti (limão) sediada em Urupês (SP), estabeleceu como meta dobrar seu porte até 2031, apoiada na expansão das exportações, na diversificação de mercados e na ampliação do quadro de cooperados. Nos últimos dois anos, o faturamento passou de R$ 18 milhões para R$ 33 milhões, e a expectativa é alcançar R$ 36 milhões em 2026. Atualmente, cerca de 15% da produção é destinada ao mercado externo, mas essas vendas representam aproximadamente 40% da receita da cooperativa, evidenciando o maior valor agregado obtido nas exportações. Os embarques atendem Portugal, Espanha, Canadá e Chile, enquanto os primeiros envios para a Rússia estão previstos ainda para 2026.

Índia e Argentina também figuram entre os mercados prospectados como parte da estratégia de reduzir a dependência da União Europeia, hoje o principal destino das exportações. Outro eixo da estratégia consiste na substituição gradual das vendas no mercado spot por contratos de fornecimento, proporcionando maior previsibilidade de receitas e estabilidade comercial. Após realizar, em 2025, a primeira distribuição de sobras da história da cooperativa, no valor aproximado de R$ 800 mil entre os 28 cooperados, a prioridade passa a ser o fortalecimento do capital de giro para sustentar a expansão das exportações. Atualmente, a Cooperlimão embarca entre 10 e 12 contêineres por mês, podendo alcançar picos de 17 unidades, embora a demanda existente permita volumes de até 25 contêineres mensais.

Para atender esse crescimento, a cooperativa prevê ampliar a produção por meio da entrada de novos associados, já havendo solicitações de adesão. Entre janeiro e julho, o volume comercializado aumentou 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. A projeção é comercializar 690 mil caixas de 27,2 quilos até o fim de 2026, frente às cerca de 600 mil caixas registradas em 2025. No entanto, as condições climáticas permanecem como um fator de atenção. A possibilidade de atuação do fenômeno El Niño aumenta o risco de ocorrência de granizo e outros eventos climáticos extremos na região de Urupês, o que poderá afetar a produtividade dos pomares e reduzir a oferta de fruta ao mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.