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03/Aug/2026

Tomate: chuva destrói pesquisa genética do IAC/SP

Uma pesquisa de campo conduzida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto (SP), foi destruída pela chuva intensa acompanhada de ventos fortes e granizo que atingiu o norte do Estado de São Paulo há cerca de uma semana. O experimento, iniciado em 2025, estava em fase final e tinha como objetivo avaliar características genéticas de cultivares de tomate, além de renovar o banco de sementes do Instituto. Segundo informações da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a lavoura experimental encontrava-se a menos de um mês da conclusão, com os materiais já desenvolvidos e apresentando frutos formados. As condições climáticas extremas destruíram completamente a plantação, incluindo a folhagem utilizada nas avaliações genéticas, inviabilizando a conclusão da etapa de campo. O projeto é desenvolvido em parceria com uma empresa japonesa do setor de sementes, responsável pelo financiamento da pesquisa.

Na primeira etapa do estudo, realizada em 2025, foram utilizados 300 acessos para produção de sementes, abrangendo variedades silvestres e híbridos com maior resistência a pragas. Os materiais obtidos na fase inicial apresentaram resultados considerados promissores e deram origem às sementes posteriormente implantadas na área experimental atingida pelo temporal. Os acessos demonstraram resistência a dez diferentes doenças, porém não suportaram os efeitos do evento climático extremo. O pesquisador responsável pretende retomar o estudo utilizando o material genético remanescente. As sementes preservadas da primeira fase permanecem armazenadas em câmara fria. Entretanto, em razão dos danos estruturais provocados pelo temporal nas instalações do IAC em Ribeirão Preto, incluindo destelhamento de prédios e interrupção do fornecimento de energia elétrica, todo o material será transferido para a sede do Instituto, em Campinas.

Além do experimento com tomates, uma estufa que abriga acervo e sementes de pimentas também sofreu danos parciais. A APqC avalia que os prejuízos agravam as limitações enfrentadas pela pesquisa científica estadual, destacando deficiências de infraestrutura e de pessoal de apoio às atividades de pesquisa. Na área dedicada ao tomate, o pesquisador responsável atualmente não dispõe de servidores de apoio permanente, recorrendo à contratação de terceiros para a execução de manejos quando necessário. A destruição dos experimentos e dos danos à infraestrutura do Instituto Agronômico ocorreu poucos dias após a APqC alertar o Governo do Estado de São Paulo sobre a necessidade de maior planejamento e de ampliação dos recursos destinados ao enfrentamento dos impactos provocados por eventos climáticos extremos sobre a pesquisa científica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.