24/Jun/2026
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou ações de monitoramento para verificar a possível presença do bicudo-vermelho-das-palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus) no Brasil. Como parte da estratégia de vigilância fitossanitária, foi instalada uma armadilha em área da Universidade de Taubaté (Unitau), no interior de São Paulo, onde permanecerá por três meses sob acompanhamento semanal. A espécie é considerada uma praga quarentenária ausente no País, ou seja, não possui ocorrência oficial registrada em território nacional. Entretanto, suspeitas recentes de introdução do inseto levaram o Departamento de Sanidade Vegetal (DSV), da Secretaria de Defesa Agropecuária, a reforçar as ações de monitoramento para confirmar a presença ou ausência da praga.
A armadilha utiliza atrativos alimentares e sexuais para capturar eventuais exemplares do inseto. O local foi selecionado em razão da disponibilidade de plantas hospedeiras e das condições adequadas para a condução do monitoramento. A ação conta com apoio das unidades regionais do Mapa em Guaratinguetá e São José do Rio Preto, além da colaboração técnica da Universidade de Taubaté. O bicudo-vermelho-das-palmeiras representa uma ameaça relevante para culturas de importância econômica, como coqueiro, dendezeiro e tamareira. As larvas desenvolvem-se no interior do estipe das plantas, formando galerias que comprometem o meristema apical, responsável pelo crescimento vegetativo. O ataque pode provocar redução do vigor, perda da capacidade de emissão de folhas e, em casos severos, a morte das plantas.
Além do monitoramento em Taubaté, o Mapa avalia a instalação de novas armadilhas em outras localidades do Estado de São Paulo caso surjam novas suspeitas. Paralelamente, o DSV trabalha na elaboração de um plano de contingência para orientar procedimentos de vigilância, diagnóstico e eventual controle da praga, caso sua presença seja oficialmente confirmada. A adoção preventiva dessas medidas busca preservar a sanidade das culturas hospedeiras e reduzir riscos econômicos para cadeias produtivas que dependem de espécies de palmeiras, reforçando o sistema nacional de defesa agropecuária diante de potenciais ameaças fitossanitárias. Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.