23/Jun/2026
As chuvas acima da média e o predomínio de tempo nublado nas principais regiões produtoras de cacau da Costa do Marfim elevaram as preocupações com possíveis impactos sobre a reta final da safra 2025/26. O país, maior produtor mundial da commodity, atravessa o período chuvoso, normalmente compreendido entre abril e meados de novembro. Produtores locais relatam receio de que a continuidade das precipitações intensas provoque inundações e favoreça o avanço de doenças nas lavouras, comprometendo o desenvolvimento das plantações e dificultando as atividades de campo. O cenário também pode atrasar a conclusão da colheita da safra intermediária, realizada entre março e agosto. Além dos desafios operacionais, o excesso de umidade tem afetado a qualidade do produto colhido.
Compradores vêm relatando preocupação com o elevado teor de umidade das amêndoas, consequência da reduzida incidência de sol necessária para o processo adequado de secagem. A combinação entre chuvas persistentes, menor luminosidade e risco fitossanitário aumenta a incerteza sobre o potencial produtivo e a qualidade da safra remanescente. Como a Costa do Marfim responde por parcela significativa da oferta global de cacau, eventuais perdas produtivas ou deterioração da qualidade podem influenciar a disponibilidade da commodity no mercado internacional. O comportamento climático nas próximas semanas será determinante para a conclusão da colheita e para a definição do volume efetivamente disponível para comercialização na temporada. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.