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23/Jun/2026

HF: legumes lideram alta dos alimentos em maio

Segundo levantamento Brasil & Regiões do Varejo Alimentar, elaborado pela Neogrid, os legumes foram os principais responsáveis pela inflação alimentar registrada em maio, com alta média nacional de 15,1% em relação a abril. O movimento reforça a concentração da pressão inflacionária em produtos básicos da alimentação, especialmente aqueles mais sensíveis às condições climáticas e à disponibilidade de oferta. O preço dos legumes avançou em todas as regiões do País, com destaque para a Região Sul, onde a elevação atingiu 18%. Além dos legumes, também apresentaram aumento de preços o feijão, com alta de 5,0%, o leite em pó, com avanço de 9,0%, a água mineral, com valorização de 3,5%, e o molho de tomate, com incremento de 3,3%. O comportamento desses produtos evidencia uma pressão concentrada em itens essenciais da cesta de consumo das famílias.

Por outro lado, algumas categorias registraram redução de preços no período. Os ovos apresentaram queda de 6,5%, seguidos pelas massas alimentícias secas, com recuo de 3,0%, café em pó e em grãos, com redução de 2,5%, carne suína, com baixa de 1,4%, e açúcar, com retração de 1,1%. O óleo de cozinha também ficou mais barato em todas as regiões do Brasil, acumulando queda média nacional de 0,9% frente ao mês anterior. Produtos industrializados e determinadas proteínas tendem a manter comportamento mais estável ou deflacionário nos próximos meses, favorecidos pela maior competitividade no varejo e pela acomodação dos custos de produção. O levantamento também identificou diferenças relevantes entre as regiões do País. No Centro-Oeste, a carne suína registrou valorização de 25,6%, enquanto na Região Sul a farinha de mandioca apresentou queda de 18,3%.

Na Região Norte, o sal recuou 13,9%, e na Região Nordeste, ovos e farinha de mandioca registraram retração de 8,1% cada. O equilíbrio entre a pressão observada nos itens essenciais e a estabilidade de outras categorias será determinante para a percepção inflacionária das famílias e para o comportamento do consumo ao longo do segundo semestre. A valorização dos legumes em todas as regiões e o avanço acumulado de 26,5% do feijão desde dezembro de 2025 reforçam a atenção sobre os produtos básicos da alimentação no curto prazo. O estudo foi elaborado com base na leitura de mais de 40 milhões de notas fiscais por mês em todo o Brasil. A análise considera compras efetivamente realizadas no varejo e acompanha informações relacionadas a preços, categorias, marcas, volume comercializado e hábitos de consumo. Os preços médios foram calculados em quilos, litros ou unidades, de acordo com as características de cada produto. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.