25/May/2026
Segundo o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços da maçã mantiveram trajetória de queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do País em abril. A fruta registrou recuo de 8,06% na média ponderada dos preços no atacado. O levantamento considera as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) de maior representatividade nas Ceasas brasileiras e com maior impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O avanço da colheita da variedade fuji ampliou a oferta de maçã nas Ceasas monitoradas, pressionando os preços. Em Goiás, as cotações chegaram a apresentar queda de até 35%.
A laranja também manteve tendência de retração, com redução de 0,98% na média ponderada em abril. As maiores quedas foram registradas em Pernambuco (-6,79%) e Paraná (-5,73%). Já o Rio de Janeiro apresentou alta de 6,07%, sem alterar o comportamento geral de estabilidade observado nos últimos meses. Entre as frutas com valorização, o mamão registrou alta de 0,56%, refletindo menor oferta da variedade papaia nas principais regiões produtoras. A banana apresentou aumento de 1,97%, movimento inferior ao observado no mês anterior. Em Minas Gerais, principal fornecedor nacional, houve crescimento da oferta da variedade prata em meio à melhora do escoamento e ao aquecimento da demanda. A melancia apresentou a maior alta porcentual entre as frutas analisadas, com avanço de 24,36% na média ponderada. A valorização foi impulsionada pela redução da oferta, com destaque para as Ceasas de Recife, onde os preços subiram 45%, e Goiânia, com elevação de 44%.
Em Goiás, o aumento dos embarques foi acompanhado por demanda aquecida. No segmento de hortaliças, apenas a alface registrou queda nos preços em abril. A retração média ponderada foi de 5,94%, interrompendo sequência de altas iniciada em novembro. As maiores quedas ocorreram no Rio de Janeiro - RJ (-19,11%) e em São Paulo - SP (-18,32%), principal produtor nacional. Recife (PE) apresentou movimento contrário, com alta de 48,89%. Segundo a Conab, temperaturas mais amenas favoreceram produtividade e qualidade da hortaliça. A batata e o tomate mantiveram trajetória de valorização no atacado, com altas de 12,53% e 12,55%, respectivamente. No caso da batata, a transição entre safras e a menor disponibilidade, especialmente do Paraná, sustentaram o movimento. As maiores altas ocorreram em Curitiba - PR (25,77%) e Goiânia - GO (25,12%).
O tomate segue em alta desde dezembro, impulsionado pela menor oferta provocada pelas condições climáticas e pela transição da safra de verão para a de inverno. No Ceará, os preços chegaram a subir 23,66%. A cebola registrou elevação em todas as Ceasas monitoradas, com alta média ponderada de 23,03%. Apesar da continuidade da valorização, o ritmo foi inferior ao observado no mês anterior. A Conab destaca expectativa de aumento da oferta nos próximos meses, impulsionada pela produção de Santa Catarina, que cresceu 13,1% em relação à safra passada. Entre as hortaliças, a cenoura apresentou a maior alta, com valorização média ponderada de 48,58%. Embora inferior à registrada em março, a elevação permanece elevada em todas as Ceasas analisadas. Belo Horizonte (MG) registrou avanço de 59,62% e Vitória (ES), de 59,30%. A oferta segue pressionada pela forte demanda sobre Minas Gerais, principal fornecedor da raiz para os mercados atacadistas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.