04/May/2026
Maior esmagadora de mandioca do País, a Lorenz, do Grupo GTF, projeta faturar R$ 420 milhões em 2026, 10% mais que no ano passado. O foco para esse crescimento são produtos de maior valor agregado para a indústria de alimentos. A companhia espera vender 12% mais em volume, com avanço de soluções à base de amidos que permitem reduzir custos e melhorar rendimento, como substitutos de óleo e ovo em maioneses, redução de proteína em embutidos e alternativas à gelatina em balas. Esses produtos podem gerar prêmios de até 20% sobre a fécula tradicional. A exportação também é prioridade. Hoje, 30% a 35% do volume é destinado ao exterior, com meta de chegar a 50% neste ano. O avanço ocorre mesmo com desafios.
Os preços estão mais altos devido à menor oferta de mandioca, ao mesmo tempo em que o frete marítimo subiu cerca de 20% por causa da guerra no Oriente Médio, com prazos de entrega mais longos. Mas, a demanda externa segue em alta, especialmente na Europa, onde a mandioca ganha espaço como substituta de amidos de batata, e na América Latina, com demanda de indústrias da Argentina e do Paraguai. A companhia prevê investimentos para elevar a capacidade de processamento de 25 mil toneladas para até 35 mil toneladas de mandioca por mês, além de avançar na verticalização das operações. Hoje, a Lorenz usa de 10% a 15% de matéria-prima própria e a meta é chegar a 30%. Com isso, poderá faturar R$ 1,2 bilhão em 2032, com crescimento orgânico e aquisições. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.