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24/Apr/2026

Cacau: preços caem aproximadamente 50% em 2026

Os preços do cacau acumulam recuo de aproximadamente 50% desde o início de 2026, após atingirem níveis recordes no ano anterior. O movimento reflete uma rápida mudança na percepção do balanço global da commodity, com o mercado passando de um cenário de déficits sucessivos e prêmio de escassez para uma expectativa de superávit e recomposição gradual dos estoques. A reversão ocorre após choques de oferta registrados na África Ocidental em 2024, que sustentaram preços elevados naquele período. Em 2026, a leitura predominante indica maior disponibilidade relativa, pressionando as cotações em um ambiente de ajuste do equilíbrio entre oferta e demanda.

A demanda, por sua vez, segue em patamar fragilizado, contribuindo para a consolidação da expectativa de excedente. O desempenho dos dados de processamento permanece como indicador relevante, com níveis reduzidos reforçando o viés de baixa. Por outro lado, eventual recuperação da moagem pode limitar novas quedas, ao sinalizar retomada do consumo. No cenário macroeconômico, o mercado de commodities recebeu suporte pontual de movimentos de alta do petróleo no Oriente Médio em determinados momentos, fator que estimulou compras de cacau ao longo do período, ainda que sem alterar a tendência predominante de queda.

Para o restante do ano, as condições climáticas permanecem como variável central, especialmente diante da possibilidade de formação do fenômeno El Niño a partir do segundo semestre de 2026. Considerando a elevada sensibilidade do cacaueiro a variações de temperatura e regime de chuvas, eventuais alterações adversas podem reverter as expectativas de oferta e influenciar a dinâmica de preços. O mercado segue atento a fatores climáticos e geopolíticos na definição do comportamento das cotações nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.