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16/Apr/2026

HF: produtividade não é sinônimo de rentabilidade

O setor hortifrutícola nacional percorreu, nas últimas décadas, uma trajetória notável de evolução produtiva. A incorporação de novas tecnologias, os avanços em melhoramento genético e mecanização, aliados à crescente profissionalização da gestão no campo, elevaram de forma expressiva o desempenho das principais culturas. No entanto, apesar de todos os avanços feitos "dentro da porteira", olhar exclusivamente para o campo já não é suficiente para avaliar a rentabilidade do produtor. Em 2025, o choque positivo de oferta, resultado de safras excepcionais, aliado ao clima favorável, produziu um efeito inverso ao esperado: a oferta cresceu mais rapidamente que o consumo, e a queda de preços foi inevitável.

Esse descompasso entre oferta e demanda evidencia um desafio que extrapola a porteira e exige coordenação ao longo de toda a cadeia. A questão central deixa de ser apenas "como produzir melhor" e passa a ser, de forma cada vez mais urgente, "como capturar valor". A diferenciação, seja por qualidade, padronização, conveniência, origem ou processamento mínimo, emerge como caminho estratégico. Mais do que produzir bem, será necessário produzir com visão de mercado: conectando eficiência técnica à capacidade de gerar e capturar valor ao longo da cadeia de comercialização. O enfoque passa a ser a comercialização: a ponte entre a fazenda e o consumidor. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.