19/Mar/2026
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de vigilância e prevenção contra o bicudo-vermelho das palmeiras, praga quarentenária ausente no Brasil, mas já registrada em países vizinhos como Uruguai e Argentina, elevando o risco de introdução no território nacional, especialmente por meio do trânsito irregular de mudas e plantas hospedeiras. A prevenção é apontada como a medida mais eficaz e de menor custo para evitar a entrada e a disseminação da praga. Nesse contexto, há orientação para aquisição de plantas exclusivamente de fornecedores regularizados e com certificação fitossanitária, além da restrição ao transporte de mudas de origem desconhecida, sobretudo em regiões de fronteira.
O bicudo-vermelho é um besouro de elevado potencial destrutivo que ataca diversas espécies de palmeiras, incluindo coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais. Os danos são causados principalmente pelas larvas, que se desenvolvem no interior da planta, dificultando a identificação precoce e o controle. Em estágios avançados de infestação, pode ocorrer colapso da copa e morte da planta. Os principais sinais de infestação incluem presença de orifícios no tronco com exsudação de seiva ou fibras mastigadas, odor característico, amarelecimento e queda das folhas centrais, além de deformação da copa, que pode assumir formato achatado em fases mais avançadas. A praga pode ser confundida com a broca-do-olho-do-coqueiro, espécie já presente no Brasil, o que exige confirmação por equipes técnicas especializadas e órgãos oficiais de defesa sanitária vegetal.
Os impactos potenciais envolvem prejuízos econômicos à produção de coco e dendê, perdas no setor ornamental, morte de palmeiras de elevado valor econômico e paisagístico, além de riscos ambientais e de rápida disseminação associados ao transporte de mudas contaminadas. Diante desse cenário, são adotadas medidas preventivas que incluem o reforço da vigilância fitossanitária em fronteiras e pontos de ingresso, capacitação de equipes técnicas e disseminação de informações e alertas. A atuação da sociedade é considerada elemento central na mitigação do risco, com orientação para não manipular ou transportar material suspeito e comunicar imediatamente os órgãos competentes em caso de indícios da praga. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.