05/Mar/2026
Os estoques globais de suco de laranja brasileiro encerraram 2025 com alta de 75,4% na comparação anual, alcançando 616.460 toneladas em 31 de dezembro, o maior nível desde 2021, conforme levantamento da CitrusBR. O aumento ocorre após anos de safras reduzidas, que culminaram, em 2024, no menor volume estocado da série histórica iniciada em 2012, quando os estoques superaram 1,1 milhão de toneladas.
Na safra 2024/25, a principal região produtora do Brasil registrou a segunda menor colheita em 37 anos, cenário que impulsionou os preços internacionais a patamares recordes, acima de US$ 5 por libra-peso na bolsa de Nova York. Já em 2025/26, com a colheita praticamente concluída, a produção da fruta avançou mais de 25% frente ao ciclo anterior, ampliando a disponibilidade de matéria-prima.
Apesar da recuperação produtiva, a retração da demanda após o período de preços elevados foi determinante para o crescimento dos estoques. No acumulado da safra 2025/26 até janeiro, as exportações para a Europa, tradicional principal destino do suco brasileiro, recuaram 13%, refletindo acomodação do consumo após o pico das cotações.
Atualmente, os preços internacionais recuaram de forma expressiva e oscilam em torno de US$ 1,8 por libra-peso em Nova York, mas a recomposição da demanda ainda não se materializou. Em cadeias globais, os ajustes de preços tendem a demorar a se refletir integralmente no varejo, em função de contratos vigentes, estoques remanescentes e dinâmica de distribuição.
O levantamento foi elaborado com base em auditorias independentes junto às empresas associadas (Citrosuco, Cutrale e Louis Dreyfus Company) e consolidado de forma sigilosa por auditoria externa. Os volumes globais foram convertidos em suco de laranja congelado e concentrado a 66° Brix. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.