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02/Mar/2026

Cacau: suspensão de importação da Costa do Marfim

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a decisão do governo de suspender a importação de cacau da Costa do Marfim, adotada na semana passada, deve-se à questão sanitária. “Uma missão de técnicos do ministério não encontrou nenhum risco inicial no país, mas recebemos ofício do embaixador do Brasil na Costa Rica sobre risco de triangulação, ou seja, de o país comprar amêndoas de cacau de outros países da África exportar ao Brasil", disse o ministro. "Teremos que fazer rastreabilidade e apurar se isso de fato está acontecendo para não ter risco de trazer doenças à lavoura cacaueira", acrescentou o ministro. No dia 24 de fevereiro, o Ministério da Agricultura suspendeu a importação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da Costa do Marfim, de forma imediata e temporária.

A suspensão está mantida até a manifestação formal da Costa do Marfim sobre a situação, bem como a apresentação de garantias de que as amêndoas do país não possuem risco de conter amêndoas de cacau produzidas em países vizinhos, já que o status fitossanitário é desconhecido e a entrada no Brasil de outras origens não é autorizada. A medida foi pleiteada por cacauicultores nacionais, sobretudo nos estados da Bahia e do Pará, depois que a Instrução Normativa 125/21 revogou a exigência fitossanitária para a importação de amêndoas de cacau oriundas da Costa do Marfim. A indústria afirmava não ver risco fitossanitário na importação e fazer uso da amêndoa para o blend da moagem. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.