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05/Feb/2026

Cacau busca equilíbrio após volatilidade extrema em 2025

O mercado global de cacau inicia 2026 em processo de reequilíbrio, após um período marcado por choques severos de oferta, preços historicamente elevados e forte instabilidade internacional. As cotações recuaram de forma expressiva em relação aos picos registrados no fim de 2025, mas permanecem em patamares elevados quando comparadas às médias históricas, refletindo estoques globais reduzidos e os efeitos acumulados de duas safras frustradas no Oeste Africano.

No mercado futuro, os preços passaram por correção relevante após se aproximarem de US$ 12,5 mil por tonelada no auge da crise de oferta, retornando para níveis próximos de US$ 5 mil por tonelada. Apesar do ajuste, o mercado segue sensível a novos choques, especialmente diante das incertezas climáticas e fitossanitárias nas principais regiões produtoras da África Ocidental.

Na Costa do Marfim e em Gana, os primeiros sinais da safra 2025/26 indicam melhora no ritmo de entregas, favorecida por condições climáticas mais positivas no final de 2025. Ainda assim, a baixa umidade do solo em áreas estratégicas e os desafios sanitários mantêm o ambiente de cautela. Ao mesmo tempo, produtores da América Latina ampliam sua participação no mercado internacional, contribuindo para reduzir a dependência excessiva de origens africanas e a volatilidade associada a problemas localizados de oferta.

Do lado da demanda, a indústria global de chocolates e confeitaria segue em processo de ajuste após dois anos de custos elevados. O movimento inclui redução de volumes processados, reformulação de produtos e maior uso de substitutos da manteiga de cacau, o que contribuiu para a acomodação recente dos preços e para uma postura mais conservadora nas compras de amêndoas.

No balanço global, a perspectiva para 2025/26 aponta para um superávit próximo de 287 mil toneladas. Caso esse cenário se confirme, o mercado tende a caminhar para níveis de equilíbrio mais próximos dos padrões históricos ao longo de 2026, ainda que sob um ambiente de preços estruturalmente mais elevados do que no período pré-crise. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.