03/Feb/2026
Segundo a StoneX, o mercado global de cacau deve ter um superávit de 287 mil toneladas na safra 2025/2026, com um alívio gradual nos fundamentos de oferta e demanda após o período de forte aperto recente. A primeira estimativa para 2026/2027 também aponta para um excedente, de 267 mil toneladas, indicando que o mercado deve entrar em um novo ciclo superavitário, sustentado por ganhos de produtividade e expansão da oferta em importantes países produtores. A estimativa para 2025/2026 incorpora maior produção na Costa do Marfim, leve ajuste negativo em Gana e redução da estimativa de demanda global, mantendo o saldo positivo.
Para 2026/2027, a projeção parte de um cenário de normalidade climática e continuidade dos investimentos estimulados pelos preços elevados desde 2023, enquanto o consumo segue pressionado, porém com sinais de estabilização mais à frente. Em Gana, o cenário é de otimismo crescente. Até meados de novembro, cerca de 220 mil toneladas já haviam sido entregues nos portos, levando o mercado a revisar para cima as expectativas de produção, que antes eram inferiores a 600 mil toneladas. Preços ao produtor que têm superado as cotações internacionais reduziram o incentivo ao contrabando e reforçam a perspectiva de uma safra mais robusta em 2025/2026, com potencial de avanço também no ciclo seguinte. Fora da África, o Equador consolida a expansão produtiva, apoiado por clima favorável, maturação de investimentos e uso de variedades híbridas mais resistentes. Estimativas oficiais indicam que a produção pode superar 650 mil toneladas em 2026/2027.
Do lado da demanda, houve queda recente da moagem, principal indicador de consumo. No primeiro trimestre da safra 2025/2026 (outubro a dezembro de 2025), o processamento da amêndoa recuou 7,7% na comparação anual. Ainda assim, a projeção da moagem global é de 4,663 milhões de toneladas em 2025/2026 (+0,02%) e de 4,774 milhões em 2026/2027 (+2,4%). Os estoques globais tendem a se recompor gradualmente, após a forte redução observada em 2023/2024, levando a relação estoque/consumo para níveis próximos de 40% até o fim de 2026/2027. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.