26/Jan/2026
Segundo a Hedgepoint Global Markets, a demanda global por cacau continua pressionando as cotações neste início de 2026, com o mercado refletindo os dados fracos de processamento industrial do quarto trimestre de 2025, especialmente na Europa. Os contratos futuros terminaram a semana passada nos menores níveis em dois anos, cotados a US$ 4.201,00 por tonelada na Bolsa de Nova York e a 3.007 libras esterlinas por tonelada na Bolsa de Londres, o movimento é impulsionado pela percepção de desaquecimento do consumo.
Na Europa, maior polo processador mundial, a Associação Europeia do Cacau reportou uma queda de 8,3% na moagem do último trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, fechando 2025 com uma retração acumulada de 6,1%. As importações líquidas de amêndoas na região também recuaram, caindo 8,9% no quarto trimestre e 5,6% no acumulado do ano, o que reforça um cenário de estoques apertados e dificuldade de recomposição devido aos preços elevados.
O cenário negativo se estendeu à Ásia, onde a moagem recuou 4,82% no quarto trimestre na comparação anual, com desempenho abaixo das expectativas na Malásia. Em contrapartida, a América do Norte destoou da tendência global: dados da Associação Nacional de Confeiteiros (NCA) indicaram um leve avanço de 0,35% no processamento do período. Nos Estados Unidos, as importações líquidas mostraram firmeza, totalizando 238,7 mil toneladas até outubro, ante apenas 42,5 mil toneladas no mesmo intervalo de 2024.
Apesar da resiliência norte-americana, a Hedgepoint mantém o viés baixista para o mercado, sustentado pela perspectiva de melhores resultados de produção para o ciclo 2025/2026 e pelo aumento das posições vendidas por parte dos fundos de investimento. No entanto, do ponto de vista técnico, o mercado está próximo da zona de sobrevenda (RSI), o que abre espaço para correções de curto prazo ou volatilidade caso ocorram mudanças climáticas nas regiões produtoras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.