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23/Jan/2026

HF: movimento de preços no atacado em dezembro

De acordo com o primeiro Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), todas as hortaliças analisadas no atacado em dezembro apresentaram aumento nos preços médios das 11 principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do País. A pesquisa considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) com maior representatividade na comercialização nas principais Ceasas do País e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA). A batata apresentou a maior elevação, com alta de 23,50% na média ponderada nacional, reflexo da redução da oferta causada pelas chuvas nas regiões produtoras, que dificultaram a colheita. Em algumas Ceasas, como na de Rio Branco (AC) e no Rio de Janeiro (RJ), os preços em dezembro subiram cerca de 30% em comparação com novembro de 2025.

A cebola manteve a trajetória de alta iniciada em outubro, com aumentos expressivos em mercados mais distantes das áreas produtoras da Região Sul, responsáveis pela maior parte do abastecimento nacional no período. Em Rio Branco (AC) e Recife (PE), por exemplo, os preços apresentaram variação positiva superior a 50% em dezembro do ano passado. O tomate também registrou aumento relevante, de 15,06%, interrompendo a tendência de queda observada ao longo de grande parte de 2025. A alta esteve associada à transição entre safras e às oscilações típicas da oferta do produto, com variações significativas entre as Ceasas, como em Rio Branco (+51,76%) e Recife (+53,17%) no último mês do ano. A cenoura demonstrou alta moderada nos preços médios, com acréscimo médio de 7,21%, mesmo com aumento da comercialização.

A alface registrou elevação contida de 3,49% nas cotações, influenciadas pela maior demanda associada às temperaturas elevadas e pelos impactos climáticos sobre a qualidade das folhosas. Os preços da laranja e da maçã ficaram praticamente estáveis em dezembro de 2025. O preço médio da laranja apresentou uma leve variação negativa de -0,68%. A queda nos valores foi mais acentuada em praças como Rio Branco - AC (-35,08%) e Goiânia - GO (-12,78%), em um cenário de maior oferta do produto nos mercados atacadistas. No caso da maçã, a variação positiva foi sutil, de +0,64%, em um contexto de maior oferta paulista, demanda mais fraca e estoques da safra 2024/25 em fase final. As demais frutas analisadas não tiveram o mesmo movimento de estabilidade de valores e registraram aumento nos preços médios em dezembro do ano passado.

A banana apresentou alta de 4,02% nas cotações das variedades nanica e prata provenientes das Regiões Nordeste e Sudeste, influenciada pela menor oferta típica do período e pela melhora na qualidade do produto. O mamão apresentou alta de preços, de 15,87%, provocada pela menor disponibilidade de frutas com padrão superior de qualidade nas principais regiões produtoras. A melancia registrou acréscimo médio de valor de 25,19%, mesmo com maior volume comercializado, sustentados pela boa qualidade das frutas e pelas temperaturas mais elevadas, que contribuíram para o aumento da demanda na primeira quinzena do mês. Destaca o desempenho positivo das exportações brasileiras de frutas em 2025. No acumulado do ano, o País exportou cerca de 1,31 milhão de toneladas, crescimento de aproximadamente 20% em comparação com 2024, com faturamento de US$ 1,56 bilhão. As vendas externas se concentraram principalmente nos mercados europeu e asiático, com aumento do volume embarcado de produtos como manga, melão, melancia, banana e mamão. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.