21/Jan/2026
A indústria brasileira de cacau encerrou 2025 sob forte retração na moagem e consumo. Dados divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), a moagem total em 2025 somou 195.882 toneladas, o que representa queda de 14,6% em relação a 2024, quando foram processadas 229.334 toneladas. A retração reflete a menor demanda pelos derivados do cacau. Os números consolidados indicam que o volume total de derivados comercializados no país caiu de 177.669 toneladas em 2024 para 144.932 toneladas em 2025, recuo de 18,4%. Esse movimento reflete uma menor demanda por derivados de cacau, em um contexto de custos elevados da matéria-prima ao longo do ano, com impacto direto no ritmo de processamento da indústria.
O enfraquecimento do mercado não foi exclusivo do Brasil. Dados da Associação Europeia do Cacau (ECA) mostram que, no quarto trimestre de 2025, foram processadas 304.470 toneladas de amêndoas na Europa, queda de 8,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando a moagem somou 331.853 toneladas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a retração foi ainda maior, de 9,75%. Na Ásia, a moagem também apresentou queda de 4,82% no quarto trimestre de 2025 frente ao mesmo intervalo de 2024, totalizando 197.022 toneladas, conforme dados da Associação de Cacau da Ásia (CAA).
Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve alta de 8,90%. Já no acumulado do ano, o volume processado somou 770.012 toneladas, abaixo das 846.799 toneladas registradas em 2024. Na América do Norte, o cenário foi de estabilidade. Segundo a Associação Nacional de Confeiteiros (NCA), o processamento totalizou 103.117 toneladas no quarto trimestre de 2025, leve alta de 0,35% em relação às 102.761 toneladas do mesmo período do ano anterior. As informações foram fornecidas por 15 unidades de processamento no Canadá, Estados Unidos e México, incluindo companhias como Mars, Nestlé, Ferrero, Barry Callebaut e Lindt & Sprüngli North America. Fonte: Estadão. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.