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01/Jul/2026

IAC apresenta cultivar de feijão para exportação

O Instituto Agronômico (IAC) comemorou, nesta terça-feira (30/06), 139 anos de fundação com o lançamento da cultivar de feijão cranberry IAC 2662 Borlotti, desenvolvida com tolerância ao escurecimento dos grãos por, no mínimo, seis meses. A característica é inédita entre as cultivares disponíveis no mercado e amplia o potencial de armazenamento e comercialização do produto, especialmente para exportação. Fundado por D. Pedro II em 1887, o IAC informou que chega a 2026 com um portfólio de 1.205 cultivares de 112 espécies vegetais desenvolvidas até junho deste ano. Além do melhoramento genético, o instituto atua na geração de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade, da sustentabilidade das lavouras e da qualidade dos produtos agrícolas.

As comemorações também incluíram a entrega do Prêmio IAC e da Medalha Mérito Científico D. Pedro II a profissionais com atuação de destaque na agricultura. A nova cultivar IAC 2662 Borlotti amplia a linha de feijões especiais desenvolvidos pelo instituto e tem como principal mercado potencial a exportação, uma vez que o feijão do tipo borlotti é amplamente consumido na Europa. No mercado brasileiro, o material também poderá contribuir para diversificar a oferta de feijões especiais e ampliar as oportunidades de comercialização para os produtores. A tolerância ao escurecimento permite que os grãos mantenham coloração, aparência e qualidade por um período mínimo de seis meses, favorecendo a logística e o armazenamento, além de preservar as características do produto durante o transporte para mercados internacionais.

O feijão permanece como a principal cultura na transferência de sementes genéticas realizada pelo instituto. Entre 2016 e 2025, foram comercializados 645 mil quilos de sementes, abrangendo 92 cultivares dos grupos carioca, preto e especiais. No período, o feijão também concentrou a maior diversidade genética do IAC, com 25 cultivares distintas, seguido pelo amendoim, com nove cultivares. Trigo, milho e arroz também integram o portfólio de materiais transferidos ao setor produtivo. Em 2026, a liderança do feijão foi mantida. Entre janeiro e maio, as sementes da cultura responderam por 62,3% dos 72.850 quilos de grãos comercializados pelo instituto. As cultivares IAC 2051 e IAC 2560 Nelore concentraram aproximadamente 26 toneladas de sementes comercializadas no período.

As vendas ficaram concentradas principalmente nos estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, responsáveis por cerca de 89% do volume total negociado. O desempenho reflete a maior demanda pelas principais cultivares e acompanha a sazonalidade das culturas atendidas. O IAC informou ainda que as comercializações apresentaram pico em janeiro, recuo em fevereiro e março e retomada do crescimento nos meses de abril e maio, comportamento compatível com as janelas de semeadura de culturas como feijão e trigo, concentradas no primeiro semestre. As sementes genéticas preservam integralmente as características desenvolvidas durante o processo de pesquisa e asseguram ao produtor a qualidade, a identidade genética e o potencial produtivo registrados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.