19/May/2026
A ausência de estímulos públicos e de crédito diferenciado tende a direcionar produtores rurais para culturas mais rentáveis, como a soja, reduzindo o interesse pela produção de alimentos voltados ao abastecimento interno, como arroz, feijão e mandioca. A avaliação reforça a necessidade de políticas agrícolas voltadas ao equilíbrio entre exportação e segurança alimentar doméstica. Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a política agrícola precisa combinar apoio ao agronegócio exportador com mecanismos de incentivo à produção de alimentos para o mercado interno, preservando a competitividade das grandes empresas exportadoras ao mesmo tempo em que fortalece cadeias alimentares domésticas.
O BNDES destacou iniciativas voltadas à agricultura familiar e às cooperativas. Entre elas, linhas de financiamento de até R$ 40 milhões para a produção de leite, com juros de 6% ao ano, reduzidos para 4% nas operações enquadradas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Políticas de crédito direcionado podem ampliar a oferta de alimentos, contribuir para redução dos preços ao consumidor e estimular produtos voltados ao abastecimento interno e à qualidade alimentar. O BNDES também ressaltou a ampliação do apoio às micro, pequenas e médias empresas. Neste ano, os desembolsos do banco para esses segmentos somaram R$ 101 bilhões, incluindo operações apoiadas pelo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.