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04/Feb/2026

Restrição de oferta e atraso da colheita elevam preços do feijão

As cotações do feijão avançaram de forma expressiva na última semana de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, com destaque para o feijão preto e o feijão carioca de melhor qualidade. Segundo os pesquisadores, o movimento de alta foi sustentado pela combinação entre oferta restrita, ritmo lento da colheita da primeira safra e perspectiva de produção menor em relação a 2025, sobretudo no Sul do País.

No balanço mensal, a média do feijão carioca registrou a maior variação positiva dos últimos quatro meses. Para o feijão preto, a oscilação de janeiro foi ainda mais intensa, configurando a maior alta mensal desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024. Os pesquisadores destacam que o comportamento atual contrasta com o observado em janeiro de 2025, quando o mercado era marcado por retração das cotações diante de um quadro de oferta mais confortável.

No campo, a colheita nacional da primeira safra segue avançando lentamente, prejudicada por interferências climáticas em diferentes regiões produtoras. Dados da Conab mostram que, até o dia 24 de janeiro, os trabalhos alcançavam 28,3% da área cultivada, percentual inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (39,0%) e também abaixo da média dos últimos cinco anos (38,1%). Esse atraso reforça a percepção de oferta curta no curto prazo e contribui para a sustentação dos preços no mercado interno. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.