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25/Jul/2023

Suíno: setor tem perspectivas positivas para 2023

Após enfrentar uma das mais severas crises de sua história, a suinocultura do Brasil entra em uma fase de recuperação, com perspectivas um pouco mais positivas já para este ano. A análise é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que celebra o novo momento do setor produtivo em meio às comemorações do Dia do Suinocultor, celebrado nesta segunda-feira (24/07). Produtores e agroindústrias suinícolas de todo o País vivenciaram um período de intensos desafios ao longo dos últimos três anos, frente às adversidades geradas pelos altos custos de produção e a pandemia global. Neste contexto, não foram incomuns casos de empresas e suinocultores operando com prejuízo, porém, mantendo o fluxo produtivo. O produtor foi resiliente em sua atividade e ajudou a preservar a oferta de alimentos e o abastecimento das famílias brasileiras.

Após um período desafiador, o quadro é mais positivo, com perspectivas de avanços no cenário interno e internacional. Os números respaldam esta perspectiva mais otimista. A produção de carne suína deverá romper a barreira de 5 milhões de toneladas pela primeira vez na história. No mercado internacional, um novo recorde é esperado, próximo das 1,2 milhão de toneladas embarcadas para os mais de 90 destinos importadores do produto brasileiro. Estas projeções se baseiam no comportamento do setor apresentado até aqui. As exportações brasileiras de carne suína já são 15,6% maiores este ano, com cerca de 590 mil toneladas exportadas no primeiro semestre de 2023. A receita gerada tem crescimento ainda mais expressivo, com US$ 1,413 bilhão de saldo acumulado entre janeiro e junho, o que supera em 26,7% o desempenho no mesmo período de 2022.

Assim como as exportações, o consumo per capita brasileiro também deve apresentar crescimento em relação aos 18 quilos registrados em 2022. O Brasil tem ocupado espaço de outros grandes players internacionais, como é o caso da União Europeia, reforçando o papel do País na segurança alimentar global. Neste contexto, o setor ganhou finalmente um fôlego com uma retração gradativa nos preços do milho e do farelo de soja, o que é um alento frente às altas acumuladas em mais de 150%, registradas entre 2020 e 2022. Ainda persistem as altas em outros insumos como diesel, energia, plástico e papelão. Contudo, há uma perspectiva positiva e produtores e agroindústrias vivenciam atualmente um momento de equilíbrio nas contas. Fonte: ABPA. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.