17/Set/2021
Os dois casos atípicos de “mal da vaca louca” registrados em Minas Gerais e em Mato Grosso e confirmados pelo Ministério da Agricultura no início deste mês geraram a suspensão das exportações de carne bovina para pelo menos seis países. As informações, não divulgadas oficialmente, apontam bloqueios nos embarques para Rússia, Indonésia, Irã e Egito, além de China e Arábia Saudita (esse já retirado), já confirmados pelo governo brasileiro.
As suspensões entraram em vigor entre os dias 4 (Irã) e 15 de setembro (Rússia) e abrangem todos os frigoríficos de Minas Gerais e Mato Grosso, sendo a única exceção a Arábia Saudita, que suspendeu apenas 5 frigoríficos de Minas Gerais. A Arábia Saudita teria encerrado o bloqueio na quarta-feira (15/09. Juntos, os seis países responderam por 57,3% das exportações brasileiras de carne bovina em 2020.
Diferentemente do caso clássico, que ocorre quando os bovinos consomem produtos de origem animal, o caso atípico ocorre naturalmente em bovinos de idade avançada, tal como o Mal de Alzheimer em humanos. É por esse motivo, por exemplo, que a China exige que a carne seja de bovinos com até 30 meses. Os protocolos sanitários com o país também determinam a suspensão automática das exportações até que as autoridades sanitárias analisem os documentos enviados pelo Brasil.
Já o caso clássico ocorre devido a uma proteína chamada príon e que está presente em produtos de origem animal. O Brasil nunca registrou a ocorrência da doença e proíbe o uso de produtos de origem animal na nutrição de bovinos desde o início dos anos 2000, quando a doença passou a se espalhar na Europa. A prática, contudo, ainda é observada em algumas criações. No último mês, dois casos foram constatados pelos serviços de defesa agropecuária de São Paulo e Minas Gerais. Fonte: G1. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.