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16/Set/2021

Boi: exportações de carne seguem em bom ritmo

Apesar da restrição dos embarques de carne bovina imposta pela China, devido aos dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) registrados no Brasil no início deste mês, o volume de proteína bovina exportada pelo País segue firme em setembro. E esse bom desempenho dos embarques nas primeiras semanas do mês acaba limitando o movimento de queda observado nos preços da arroba do boi gordo no mercado nacional. Dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, até o dia 10 de setembro, o Brasil exportou 86,88 mil toneladas de carne bovina in natura. O embarque diário registra média bastante alta, de 12,41 mil toneladas, 80% acima da observada em setembro do ano passado.

Diante disso, a quantidade escoada até o momento já representa 61,03% da exportada em setembro de 2020, de 142,325 mil toneladas. Esse forte movimento está relacionado a um volume que estava adquirido e já nos trâmites de embarcação. Além disso, pode ser também uma pequena antecipação de compras por parte de alguns países, como a Arábia Saudita, que, na terça-feira (14/09), suspendeu a importação de cinco plantas brasileiras de abates de bovinos localizadas em Minas Gerais. De janeiro a agosto, foram embarcadas à Arábia Saudita 25,477 mil toneladas de carne bovina, 15,1% a menos que no mesmo período do ano passado, o que evidencia que o país já vinha, de fato, reduzindo as aquisições do Brasil. Neste ano, a Arábica Saudita se configura como o sétimo maior destino da proteína brasileira, e em agosto, especificamente, ocupou a sexta posição.

As primeiras posições no ano e em agosto ainda são ocupadas pela China. Na parcial de 2021, foram 596,122 mil toneladas escoadas à China, e em agosto, pela primeira vez, o volume superou as 100 mil toneladas (quase 106 mil toneladas). Em termos mensais, na segunda posição está Hong Kong (com 19,29 mil toneladas recebidas em agosto). O Chile passou a ser o terceiro maior destino em agosto, com 13,78 mil toneladas, seguido pelos Estados Unidos, com 13,53 mil toneladas. Aqui ressalta-se que os volumes mensais enviados ao Chile e aos Estados Unidos foram recordes para os respectivos países. Na parcial deste ano, os maiores destinos da carne bovina brasileira, depois da China, foram Hong Kong, com 155,6 mil toneladas, e os Estados Unidos, com 66,49 mil toneladas.

Neste caso, ressalta-se que o país norte-americano tem incrementado as compras de carne do Brasil ao longo deste ano, atingindo, em agosto, o já mencionado recorde, especialmente de carne industrializada. Essas 66,49 mil toneladas embarcadas neste ano já representam quase o dobro do volume escoado ao país norte-americano de janeiro a agosto de 2020 (de 34,52 mil toneladas). No geral, agentes acreditam em rápida reversão da suspensão imposta pela China, fundamentados na baixa oferta mundial da proteína e na consequente dependência do país asiático da proteína brasileira. Além disso, geralmente, a China tende a intensificar as compras de carne bovina nos últimos meses do ano, tendo em vista o aquecimento da demanda por carne naquele país nas primeiras semanas do ano, por conta da comemoração do Ano Novo Chinês. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.